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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Analista: cooperação entre Rússia e Turquia na questão síria irrita EUA

Ancara afirmou a importância da cooperação entre a Turquia e a Rússia na questão da província síria de Idlib.


Sputnik

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, destacou que, no contexto de uma possível operação das forças do governo sírio na província de Idlib, é muito importante cooperar com a Rússia, escreve o jornal turco Haberturk.

Veículos e tanques do exército da Turquia aguardam perto da fronteira com a Síria
Tropas turcas na fronteira com a Síria © AFP 2018 / ILYAS AKENGIN

Na opinião de Erdogan, "se os mísseis sobrevoarem Idlib, muitas pessoas morrerão". Ao mesmo tempo, os refugiados que fogem da catástrofe humanitária seguirão em primeiro lugar para a Turquia, acrescentou.

O presidente turco acredita que esse processo pode ser evitado através de negociações. Ele salientou ter esperança de que, na próxima cúpula dos líderes da Rússia, Turquia e Irã sobre a Síria, que ocorrerá em Teerã em 7 de setembro, será possível "atingir resultados para evitar ações desproporcionais" das tropas do governo.

Moscou e Ancara estabeleceram relações construtivas próximas, comentou, por sua vez, o cientista político Stanislav Tarasov em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"A Turquia e a Rússia estabeleceram relações de trabalho construtivas e estreitas para resolver a questão síria. Eles são participantes do processo de Astana e atuam como garantidores da resolução do problema sírio. Idlib é a última zona de desescalada na Síria, que, com base nos acordos de Astana, é da competência da Turquia", comentou.

Tarasov acrescentou que um número muito grande de islamitas radicais está concentrado nessa zona.

"O exército sírio está se preparando para limpar completamente o território de seu país e, neste contexto, evidentemente há uma estreita coordenação entre os dois países […] É um caso sem precedentes quando o país da OTAN realiza consultas militares e técnicas ativas com a Rússia, o que causa irritação dos EUA, que pressionam a Turquia. Ao mesmo tempo, a Turquia adquire o status de importante potência regional, se falarmos dos principais resultados de sua participação na operação síria", explicou Tarasov.

O território da província síria de Idlib praticamente não é controlado pelo governo. Há militantes da oposição armada, assim como, segundo Moscou e Damasco, terroristas que periodicamente atacam as posições das tropas do governo.

Nos últimos dias, a situação em torno da Síria piorou. O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, disse que, segundo fontes independentes, os terroristas do grupo Tahrir al-Sham estão preparando uma provocação em Idlib para culpar Damasco do uso de armas químicas contra civis.

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