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Erdogan: Rússia e Turquia decidirão que grupos deixarão zona de Idlib

Rússia e Turquia irão determinar em conjunto quais grupos radicais deverão deixar o território da zona desmilitarizada de Idlib, na Síria, segundo afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, neste domingo.
Sputnik

"Durante negociações sobre Idlib em Sochi, nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região", disse Erdogan em artigo publicado pelo jornal russo Kommersant

Ainda de acordo com o líder turco, Washington segue atrapalhando o equilíbrio na região com seu apoio às Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e ao Partido da União Democrática (PYD) na Síria, considerados adversários de Ancara.

"Infelizmente, vemos que o apoio extraordinário que tem sido prestado recentemente, especialmente pelos Estados Unidos, às forças do YPG e do PYD, continua. Tais …

Analista norte-americano põe em dúvida capacidade de combate do caça F-22

O caça pesado de quinta geração F-22 dos EUA não está apto para lutar contra os melhores aviões russos, tampouco para interceptar incursões fronteiriças – essa foi a conclusão do colunista militar da revista Business Insider, Alex Lockie.


Sputnik

Recentemente, no céu do Alasca se encontraram novíssimos caças da Força Aérea dos EUA e da Força Aeroespacial russa. De acordo com o analista da revista, em caso de uma luta entre os dois aviões, os norte-americanos a perderiam.

F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA
F-22 Raptor © REUTERS / Master Sgt. Kevin J. Gruenwald

Enquanto o "irmão caçula" do F-22 Raptor, o F-35 Lightning II, foi concebido principalmente para atacar alvos ligeiros no ar ou bombardear instalações terrestres, representando a classe de aviões de assalto ligeiros, o Raptor visa assegurar a supremacia aérea, tendo como objetivo limpar e defender o espaço aéreo sobre o campo de batalha, assinalou Lockie.

Por sua vez, na Rússia são os caças com alta capacidade de manobra Su-30SM e Su-35 que cumprem esta função. Em comparação com os aviões russos, a aeronave norte-americana empalidece, e não somente devido às tecnologias furtivas, de acordo com a revista.

O F-22 tem pouco armamento, a aeronave aposta nas suas capacidades furtivas. Sendo assim, um encontro cara a cara com o moderno caça russo o colocaria em uma posição desvantajosa, indica o colunista.

De acordo com ele, o Su-35 possui melhores capacidades de manobra, o que lhe dá uma grande vantagem ao evitar ser atingido por mísseis do inimigo, tanto durante um combate a longa distância, como em um combate de proximidade.

"Quando estava voando em F-22, meu objetivo era evitar um combate com manobras com o inimigo. Em vez disso, nós utilizamos as vantagens furtivas naturais do caça", contou à Business Insider o piloto aposentado David Berke.

Alex Lockie indicou também que as capacidades furtivas podem ser uma espada de dois gumes.

Para as usar, o caça ataca com o radar desligado, usando um avião de vigilância por radar de longo alcance que detecta e acompanha os alvos. Contudo, se o último for derrubado, tomando em consideração que o exército russo possui mísseis antiaéreos especiais de longo alcance, o F-22 irá ficar cego e indefeso.

Ele acrescentou que as tecnologias furtivas tornam o Raptor pouco útil para proteção das fronteiras norte-americanas. Quando um caça se aproxima de um avião que se introduziu no espaço aéreo, mostra seus mísseis suspensos debaixo das asas como medida de dissuasão. Mas o armamento do F-22 está escondido em compartimentos internos da fuselagem, devido ao design furtivo, por isso não tem nada para mostrar, conclui o autor.

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