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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Chances da Ucrânia de criar base naval serão maiores que de construir uma base em Marte?

Ucrânia pode criar uma verdadeira base naval no mar de Azov com o mesmo êxito que teria de construir uma base militar espacial em Marte. O país não tem nem quadros, nem capacidades técnicas para isso, declarou à Sputnik o especialista em ciências políticas Mikhail Nenashev.


Sputnik

"A Ucrânia pode criar uma base naval de pleno valor no mar de Azov com o mesmo grau de probabilidade que de construir uma base militar espacial em Marte. Durante quatro anos os restos da Marinha ucraniana estão em Odessa, onde continua não existindo uma base naval com zona de cais e infraestruturas apropriadas", disse Mikhail Nenashev à agência.


Serviço fronteiriço da guarda costeira ucraniana no mar de Azov (foto de arquivo)
Militares ucranianos no Mar de Azov © AFP 2018 / Alexander Khudoteply

Em sua opinião, em Odessa "não há sequer dois navios ao menos de segunda categoria em estado de prontidão de combate".

"Se falarmos do mar de Azov, ele é de águas pouco profundas. Por ele circulam principalmente navios da classe ‘rio-mar'. Lá é necessário desenvolver a pesca, o turismo, uma cooperação multifacetada entre os nossos países, e não construir bases para navios de guerra. Infelizmente, hoje em dia isso é impedido por conflitos em diferentes vetores, que são desencadeados pelos dirigentes [nacionalistas com ideologia] de bandeira ucranianos com ajuda dos curadores americanos", concluiu o especialista.

Anteriormente, o tenente-general ucraniano Vasily Bogdan disse à edição Obozrevatel que Kiev tem capacidade de instalar uma base naval que se torne um sério problema para a Rússia, a obrigando a "fazer concessões e a sentar-se à mesa de negociações".

Para Bogdan, a criação de uma infraestrutura militar na região poderá também influenciar o cumprimento dos acordos de Minsk, ou seja, a resolução do conflito em Donbass, e a questão da Crimeia. O general expressou a esperança que o Ocidente ajude Kiev neste assunto.

A situação da navegação comercial no mar de Azov tem piorado desde o início deste ano. Em março, a Ucrânia deteve o navio de pesca russo Nord, acusando seu capitão de visitar ilegalmente a Crimeia "com o fim de prejudicar os interesses do Estado", e a seguir o navio-cisterna Mekhanik Pogodin com sua tripulação a bordo.

Moscou, por sua vez, qualificou as ações de Kiev como "terrorismo marítimo" e reforçou as inspeções fronteiriças na sua parte do mar de Azov.

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