Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

'Queremos que a Venezuela volte à democracia', diz Bolsonaro a TV dos EUA

Em entrevista à Fox News, o presidente também defendeu o muro para separar EUA do México. Nesta terça, ele vai se encontrar com Donald Trump.
Por G1

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV norte-americana na madrugada desta terça-feira (19) que a Venezuela estará no centro das discussões durante o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta tarde.

Ao canal Fox News, Bolsonaro reafirmou que o presidente norte-americano mantém "todas as opções na mesa"em relação à Venezuela. "Nós não podemos falar em todas as possibilidades, mas o que for possível de forma diplomática", disse Bolsonaro, segundo tradutor da emissora.

A entrevista foi ao ar com tradução simultânea, e em alguns trechos não foi possível ouvir o que o presidente respondeu. Bolsonaro disse que o Brasil é o país mais interessado em pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

O presidente afirmou que o governo brasileiro está alinhado ao de Trump. "Hoje temos nova ideologia,…

Comandantes militares podem desafiar autoridade de Trump?

As recentes revelações do novo livro do jornalista Bob Woodward e um polêmico artigo publicado no New York Times no dia 5 de setembro, descrevem o presidente norte-americano como instável e impulsivo em relação aos assuntos de segurança nacional.


Sputnik

Tais fatos e relatos levantaram a questão sobre se os comandantes militares dos EUA têm ou não autoridade suficiente para desafiar uma ordem direta do presidente e quais seriam essas circunstâncias.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Donald Trump © Sputnik / Serguey Guneev

Um dos principais assessores de Trump acredita que o presidente não está apto a atuar como o homem mais poderoso do mundo, e que constantemente seus funcionários precisam alterar e suavizar as ordens expressas pelo líder, segundo a publicação.

Anteriormente, o principal comandante nuclear dos EUA, general John Hyten, disse publicamente que rejeitaria a ordem de Trump de um ataque nuclear, se esta fosse "ilegal".

A única base para contestar uma ordem direta do presidente é que seja ilegal, imoral ou antiética, segundo artigo da CNN.

Em audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre a autoridade do presidente de usar armas nucleares, realizada em novembro de 2017, o ex-chefe do Comando Estratégico dos EUA, general aposentado Robert Kehler, explicou que há exceções dentro do sistema, que garantem a legalidade de qualquer ordem.

Ele também destacou que "somente o presidente dos EUA pode ordenar o uso de armas nucleares dos EUA", mas que o Exército não segue as ordens à risca.

No processo de tomada de decisão em quase todos os níveis, do tático ao estratégico, os diretores jurídicos e os advogados militares participam de forma ativa, informou o analista militar da CNN, John Kirby.

Tais especialistas devem garantir que autoridades uniformizadas, antes de tomar qualquer decisão final sobre o uso da Força Armada em defesa da nação, considerem os princípios da lei de guerra.

"Os comandantes subordinados e os líderes designados têm o dever, a responsabilidade e as diretivas oficiais de comunicação para fazê-la [ordem]", caso haja algum motivo para questionar a legalidade das ordens presidenciais, concluiu o especialista.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas