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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Como mídia americana pode ajudar Pentágono a atacar Irã e Hezbollah na Síria?

Os serviços de inteligência ocidentais acreditam que o Irã esteja vendendo armas ilegalmente para o Líbano, particularmente para o movimento Hezbollah, informou o canal americano Fox News, citando fontes.


Sputnik

De acordo com o canal, a empresa aérea iraniana Fars Air Qeshm realizou nos últimos dois meses dois voos "raros e incomuns" de Teerã para Beirute. O primeiro teve lugar em 9 de julho, quando um avião decolou da base aérea em Teerã, fez uma escala rápida no aeroporto de Damasco e depois se dirigiu para o aeroporto da capital libanesa por uma "rota incomum", ou seja, voou através da parte norte do Líbano.

Militante do Hezbollah na Torre de Vigilância
Militante do Hezbollah © AP Photo / Bilal Hussein

"Os iranianos estão tentando encontrar novas vias e rotas para contrabandear armas do Irã para seus aliados no Oriente Médio, testando e desafiando as capacidades do Ocidente de monitorá-los", disse uma fonte ao Fox News.

Em entrevista à Sputnik Persa, Seyyed Hadi Afghahi, especialista iraniano em ciências políticas e ex-diplomata do Irã no Líbano, comentou a situação.

Ele recordou que o Fox News é financiado pelo Pentágono, enquanto as posições-chave da entidade são ocupadas pelo lobby sionista norte-americano, que recebe ordens diretas de Tel Aviv.

"Além disso, surge a questão por que é que o canal Fox News cita em suas declarações ‘serviços de inteligência ocidentais’ sem nomear nenhum deles […] Tal tipo de cobertura já diz tudo. Deveriam ter fornecido documentos ou apontado para fontes confiáveis que pudessem comprovar as palavras do canal", afirmou o analista.

Ele indicou que não é a primeira vez que o Fox News difunde uma farsa, já que "tal conteúdo, não comprovado por nenhuns documentos, não pode ser percebido como sendo pura verdade".

De acordo com o especialista, é mais importante entender que objetivos o canal persegue ao fazer mais uma acusação infundada contra o Irã e o movimento Hezbollah.

Seyyed Hadi Afghahi acredita que o motivo radica nos acontecimentos na província síria de Idlib. O Irã e o Hezbollah estão ajudando Bashar Assad a esmagar os terroristas, sendo uma espinha na garganta dos EUA e de Israel. Para "liquidar legitimamente" o Irã e o Hezbollah são necessários alguns pretextos. Nesta situação o Fox News é uma boa ferramenta informacional.

"A aproximação do início da operação de libertação de Idlib, no noroeste da Síria, onde ainda estão operando formações terroristas e até o exército turco, causa descontentamento de algumas partes, que querem impedir essa operação de libertação", explicou.

"Elas são, em primeiro lugar, os EUA, que utilizam seus recursos informacionais, estratégicos, militares e políticos para efetuar diversões. Além disso, os EUA ameaçaram oficialmente que se o exército sírio agir em conjunto com seus aliados, o Irã e o Hezbollah, as tensões na região irão crescer, aumentando assim o número de vítimas, e o exército sírio pode mesmo vir a usar armas químicas. Nesta situação, os EUA vão efetuar ataques com mísseis contra alvos na Síria", frisou o analista, entrevistado pela Sputnik.

De acordo com ele, os EUA estão preocupados que os louros da vitória sobre o terrorismo na Síria serão recebidos pelo governo sírio e seus aliados: o Irã, o Hezbollah e a Rússia, e não pelos EUA.

"Tal fato é uma grande decepção para os EUA e seus aliados. Por isso eles estão preparando terreno para que isso não aconteça usando alavancas de pressão, inclusive abalando o campo informacional com notícias falsas", indicou o analista.

Segundo ele, a presença do Irã e do Hezbollah ameaça os militares dos EUA posicionados ilegalmente na Síria e na fronteira o seu aliado – Israel.

"Sendo assim, no jogo há uma cartada que pode dar ‘luz verde’ ao início do ataque com mísseis contra militares iranianos e combatentes do Hezbollah. Já que a ferramenta informacional dos EUA [Fox News] está ajudando ativamente a atingir esse objetivo ao produzir notícias falsas", ressaltou o analista.

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