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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Como mídia americana pode ajudar Pentágono a atacar Irã e Hezbollah na Síria?

Os serviços de inteligência ocidentais acreditam que o Irã esteja vendendo armas ilegalmente para o Líbano, particularmente para o movimento Hezbollah, informou o canal americano Fox News, citando fontes.


Sputnik

De acordo com o canal, a empresa aérea iraniana Fars Air Qeshm realizou nos últimos dois meses dois voos "raros e incomuns" de Teerã para Beirute. O primeiro teve lugar em 9 de julho, quando um avião decolou da base aérea em Teerã, fez uma escala rápida no aeroporto de Damasco e depois se dirigiu para o aeroporto da capital libanesa por uma "rota incomum", ou seja, voou através da parte norte do Líbano.

Militante do Hezbollah na Torre de Vigilância
Militante do Hezbollah © AP Photo / Bilal Hussein

"Os iranianos estão tentando encontrar novas vias e rotas para contrabandear armas do Irã para seus aliados no Oriente Médio, testando e desafiando as capacidades do Ocidente de monitorá-los", disse uma fonte ao Fox News.

Em entrevista à Sputnik Persa, Seyyed Hadi Afghahi, especialista iraniano em ciências políticas e ex-diplomata do Irã no Líbano, comentou a situação.

Ele recordou que o Fox News é financiado pelo Pentágono, enquanto as posições-chave da entidade são ocupadas pelo lobby sionista norte-americano, que recebe ordens diretas de Tel Aviv.

"Além disso, surge a questão por que é que o canal Fox News cita em suas declarações ‘serviços de inteligência ocidentais’ sem nomear nenhum deles […] Tal tipo de cobertura já diz tudo. Deveriam ter fornecido documentos ou apontado para fontes confiáveis que pudessem comprovar as palavras do canal", afirmou o analista.

Ele indicou que não é a primeira vez que o Fox News difunde uma farsa, já que "tal conteúdo, não comprovado por nenhuns documentos, não pode ser percebido como sendo pura verdade".

De acordo com o especialista, é mais importante entender que objetivos o canal persegue ao fazer mais uma acusação infundada contra o Irã e o movimento Hezbollah.

Seyyed Hadi Afghahi acredita que o motivo radica nos acontecimentos na província síria de Idlib. O Irã e o Hezbollah estão ajudando Bashar Assad a esmagar os terroristas, sendo uma espinha na garganta dos EUA e de Israel. Para "liquidar legitimamente" o Irã e o Hezbollah são necessários alguns pretextos. Nesta situação o Fox News é uma boa ferramenta informacional.

"A aproximação do início da operação de libertação de Idlib, no noroeste da Síria, onde ainda estão operando formações terroristas e até o exército turco, causa descontentamento de algumas partes, que querem impedir essa operação de libertação", explicou.

"Elas são, em primeiro lugar, os EUA, que utilizam seus recursos informacionais, estratégicos, militares e políticos para efetuar diversões. Além disso, os EUA ameaçaram oficialmente que se o exército sírio agir em conjunto com seus aliados, o Irã e o Hezbollah, as tensões na região irão crescer, aumentando assim o número de vítimas, e o exército sírio pode mesmo vir a usar armas químicas. Nesta situação, os EUA vão efetuar ataques com mísseis contra alvos na Síria", frisou o analista, entrevistado pela Sputnik.

De acordo com ele, os EUA estão preocupados que os louros da vitória sobre o terrorismo na Síria serão recebidos pelo governo sírio e seus aliados: o Irã, o Hezbollah e a Rússia, e não pelos EUA.

"Tal fato é uma grande decepção para os EUA e seus aliados. Por isso eles estão preparando terreno para que isso não aconteça usando alavancas de pressão, inclusive abalando o campo informacional com notícias falsas", indicou o analista.

Segundo ele, a presença do Irã e do Hezbollah ameaça os militares dos EUA posicionados ilegalmente na Síria e na fronteira o seu aliado – Israel.

"Sendo assim, no jogo há uma cartada que pode dar ‘luz verde’ ao início do ataque com mísseis contra militares iranianos e combatentes do Hezbollah. Já que a ferramenta informacional dos EUA [Fox News] está ajudando ativamente a atingir esse objetivo ao produzir notícias falsas", ressaltou o analista.

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