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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Compra de F-35 por Bruxelas prejudicará economia belga, opina analista

A decisão potencial do governo belga de comprar caças de quinta geração F-35 Lightining II dos EUA para rearmamento da Força Aérea do reino é desfavorável para economia da Bélgica, bem como para a da União Europeia em geral, opina o economista belga Cédric du Monceau.


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Em fevereiro de 2018, a empresa americana Lockheed Martin (produtora do F-35 Lightning II) e a britânica BAE Systems (do caça Eurofighter Typhoon) se tornaram os únicos participantes do concurso público de rearmamento da Força Aérea do Reino da Bélgica com caças-bombardeiros de nova geração.

F-35
F-35 Lightining II | CC0

Segundo as palavras de du Monceau, "a escolha de uma substituição para o F-16 [caça-bombardeiro que usado pela Força Aérea da Bélgica] não é inofensiva nem para a Bélgica, nem para o euro e a Europa".

"Para que escolher um avião completamente controlado pelos EUA [F-35], quando a Europa precisa urgentemente de uma política de inovações na indústria, de novas tecnologias e armamentos? Isso [é necessário] não só para manter os empregos no nosso continente, mas também, o que ainda é mais importante, para reforçar o ecossistema econômico que está na base da nossa moeda única — o euro", escreve o funcionário nas páginas do jornal Libre Belgique.

De acordo com du Monceau, a decisão final das autoridades belgas "será um forte ato político que demonstrará ou não a vontade de consolidar a nossa escolha em prol da moeda única e de uma política industrial favorável ao emprego e à inovação".

Trata-se da substituição dos caças F-16 usados pela Força Aérea da Bélgica desde o início dos anos 1980. Para comprar 34 caças-bombardeiros novos, o governo belga planeja gastar, segundo dados da mídia, cerca de 15 bilhões de euros (R$ 71,7 bilhões).

Em setembro de 2017, a desistência do concurso público de rearmamento da Força Aérea belga foi anunciada pela gigante americana de construção aeronáutica Boeing e pela empresa sueca Saab.

A França também abandonou o concurso depois de propor à Bélgica seu caça Rafale F3R da empresa Dassault em troca de "cooperação estrutural e profunda" na realização pela França e Alemanha do plano conjunto para criação até 2040 de aviões de combate de nova geração no contexto de desenvolvimento da defesa europeia.

Está planejado que o primeiro F-16 seja retirado de serviço em 2023, e até 2028 todos os aviões dessa modificação deixarão de ser explorados.

De acordo com o que tinha afirmado o ministro da Defesa belga Steven Vandeput, a decisão final sobre a escolha do novo caça poderia ser tomada pelo governo da Bélgica até à cúpula da OTAN de 11 a 12 de julho. Contudo, a assinatura do contrato de fornecimento é esperada até o início de 2019.

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