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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Compra de F-35 por Bruxelas prejudicará economia belga, opina analista

A decisão potencial do governo belga de comprar caças de quinta geração F-35 Lightining II dos EUA para rearmamento da Força Aérea do reino é desfavorável para economia da Bélgica, bem como para a da União Europeia em geral, opina o economista belga Cédric du Monceau.


Sputnik

Em fevereiro de 2018, a empresa americana Lockheed Martin (produtora do F-35 Lightning II) e a britânica BAE Systems (do caça Eurofighter Typhoon) se tornaram os únicos participantes do concurso público de rearmamento da Força Aérea do Reino da Bélgica com caças-bombardeiros de nova geração.

F-35
F-35 Lightining II | CC0

Segundo as palavras de du Monceau, "a escolha de uma substituição para o F-16 [caça-bombardeiro que usado pela Força Aérea da Bélgica] não é inofensiva nem para a Bélgica, nem para o euro e a Europa".

"Para que escolher um avião completamente controlado pelos EUA [F-35], quando a Europa precisa urgentemente de uma política de inovações na indústria, de novas tecnologias e armamentos? Isso [é necessário] não só para manter os empregos no nosso continente, mas também, o que ainda é mais importante, para reforçar o ecossistema econômico que está na base da nossa moeda única — o euro", escreve o funcionário nas páginas do jornal Libre Belgique.

De acordo com du Monceau, a decisão final das autoridades belgas "será um forte ato político que demonstrará ou não a vontade de consolidar a nossa escolha em prol da moeda única e de uma política industrial favorável ao emprego e à inovação".

Trata-se da substituição dos caças F-16 usados pela Força Aérea da Bélgica desde o início dos anos 1980. Para comprar 34 caças-bombardeiros novos, o governo belga planeja gastar, segundo dados da mídia, cerca de 15 bilhões de euros (R$ 71,7 bilhões).

Em setembro de 2017, a desistência do concurso público de rearmamento da Força Aérea belga foi anunciada pela gigante americana de construção aeronáutica Boeing e pela empresa sueca Saab.

A França também abandonou o concurso depois de propor à Bélgica seu caça Rafale F3R da empresa Dassault em troca de "cooperação estrutural e profunda" na realização pela França e Alemanha do plano conjunto para criação até 2040 de aviões de combate de nova geração no contexto de desenvolvimento da defesa europeia.

Está planejado que o primeiro F-16 seja retirado de serviço em 2023, e até 2028 todos os aviões dessa modificação deixarão de ser explorados.

De acordo com o que tinha afirmado o ministro da Defesa belga Steven Vandeput, a decisão final sobre a escolha do novo caça poderia ser tomada pelo governo da Bélgica até à cúpula da OTAN de 11 a 12 de julho. Contudo, a assinatura do contrato de fornecimento é esperada até o início de 2019.

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