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Pentágono se diz pronto para admitir ter muitos 'criminosos' nas suas tropas

Depois que uma série de terríveis desastres de relações públicas que expôs soldados de elite dos EUA sendo presos por posse de drogas, abuso, estupro e assassinato, o Pentágono está reprimindo questões disciplinares em seu Comando de Operações Especiais, segundo um novo relatório.
Sputnik

Com "alegações de falta grave" acumulando-se altas demais para serem ignoradas após duas décadas de guerra, o general Raymond "Tony" Thomas, chefe do Comando de Operações Especiais, e Owen West, chefe de Operações Especiais e Conflito de Baixa Intensidade do Pentágono, esboçaram um ambicioso plano de 90 dias para descobrir como o corpo de elite militar se perdeu.


O primeiro de seu tipo, a avaliação profissional pretende "rever e reforçar os padrões éticos e de conduta", segundo documentos adquiridos pelo jornal The Washington Times.

"O primeiro passo em qualquer programa de tratamento é admitir que você tem um problema", disse uma autoridade do Comando de Operações…

Depois do abate do Il-20: Israel terá que provar que dá valor às vidas dos russos

O esclarecimento das circunstâncias do acidente com o avião Il-20 na Síria continua. A posição oficial e de enquadramento russa foi apresentada pelo presidente Vladimir Putin: a derrubada foi resultado de uma sucessão das casualidades trágicas.


Viktor Marakhovsky | Sputnik

No entanto, seria um enorme erro considerar que isso significa "o que fazer, acontece, não há reclamações a fazer a ninguém". Tudo ao contrário. Este é aquele caso em que a frase do estadista soviético Lazar Kaganovich é bem atual: "Cada acidente tem um nome, um sobrenome e um cargo". Isto porque, em primeiro lugar, neste caso se trata da morte de 15 militares russos. Em segundo, porque é preciso saber por que tal sucessão de casualidades foi possível. E, terceiro, porque é necessário excluir que tais casualidades venham a acontecer futuramente.

Avião russo Ilyushin Il-20, um dos aviões escoltados por caças da OTAN
Ilyushin Il-20 © Foto : Wikipedia/Kirill Naumenko

Exatamente por isso, a posição que Israel apresentou ("os sírios dispararam indiscriminadamente e no geral não sabem usar sistemas de defesa aérea, todas as reclamações têm que ser dirigidas a eles") parece inaceitável não apenas para a Rússia. Em primeiro lugar, é inaceitável para o próprio Israel.

A questão é esta: da guerra na Síria (que em geral é a ilustração evidente do caráter paradoxal do nosso mundo) participam as máquinas militares mais poderosas do planeta e cada uma delas persegue objetivos contrários aos das outras. Contudo, o número de vítimas entre militares destas potências militares é bastante limitado. Todos sabem como isso virou possível: graças ao sistema de coordenação e de acordos escrupulosos e rigorosos, cujo moderador é a Rússia. A guerra na Síria talvez seja a guerra mais "diplomatizada" e sujeita a regras da História moderna.

Contudo, a Rússia virou um "moderador da guerra" não apenas porque foi justamente com a sua ajuda que governo sírio conseguiu anular sua sentença de morte e vai recuperando o seu território metro a metro. Mas também porque, diferente dos EUA, que aspiravam ardentemente ao papel de árbitro, a Rússia realmente analisa, tem consciência e leva em consideração a soberania e os interesses das partes, entre os quais os de Israel.

A lista de casos em que a Rússia deu passos favoráveis ao Estado judaico foi anunciada várias vezes nos últimos dias: a mediação na retirada das forças pró-iranianas (que em Israel chamam de terroristas) das áreas perto do território de Israel; a suspensão do contrato já assinado de entrega à Síria de sistemas S-300, no valor total de 500 milhões de dólares, pois o raio de alcance destes sistemas cobria todo território israelense. A lista é longa. A Rússia tem mostrado com as suas ações que aprecia as relações com Israel e compreende a situação do Estado judaico. Porque para a Rússia não é preciso explicar o que significa estar rodeado de países "amigos", sofrer com o terrorismo e ouvir constantemente dizer que o país representa o mal.

No entanto, o respeito e a compreensão não podem ser unilaterais. Isto simplesmente não funciona desse modo. Não havendo uma observância igual das regras, é uma questão de tempo até que isso venha a resultar em danos para o próprio violador.

Aqui há a ressaltar o seguinte. As Forças Armadas dos EUA, o alegado concorrente global e adversário oficial da Rússia, com a qual tem relações péssimas, seguem rigorosamente as regras da guerra síria e coordenam suas ações com os colegas russos.

No que diz respeito às Forças de Defesa de Israel, que não são adversários da Rússia e que têm relações construtivas e boas com Moscou, estas por motivos enigmáticos têm ousado fazer aquilo que até a potência nuclear não tem feito. Por exemplo, só informar a parte russa sobre uma operação em cada dez no território sírio. Ou, como no caso funesto do ataque a Latakia, informar sobre a operação apenas um minuto antes de esta começar.

O resultado foi aquela sucessão das casualidades trágicas que levaram à morte de 15 militares russos.

E mais: após o que aconteceu, tentar provar "que os sírios são culpados de tudo e que estavam disparando errado" é simplesmente algo fora de propósito. Porque o objetivo da diplomacia militar consiste exatamente em primeiro lugar em garantir a segurança dos militares dos Estados que atuam na região. Supunha-se que essa segurança seria garantida por todos os lados participantes da diplomacia.

De fato, agora Israel deverá escolher entre duas opções simples. Ou ele assume a responsabilidade e se obriga a fazer com que suas operações jamais venham a provocar "casualidades trágicas" com aviões russos; ou o país se recusa a assumir a responsabilidade e, com isso, transfere para a Rússia a obrigação de garantir completamente a segurança dos seus militares, sem contar com qualquer acordo com Israel. De certa forma já está claro como isso pode ser feito: por exemplo, temos lido que os aliados da Síria têm sistemas de defesa aérea pouco avançados. Este é aquele caso em que a Rússia pode ajudar.

Existe a opinião de que Israel pode não gostar de tal cenário. Por isso mesmo é criticamente importante que Israel explique para seus militares que têm que cuidar das vidas dos russos e evitar por todos os meios combinações que os possam colocar em perigo, mesmo que essas combinações sejam bem originais e possam ajudar a ganhar curtidas nas redes sociais.

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