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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Diplomata chinês: Ocidente envia navios ao mar do Sul da China para 'criar problemas'

O embaixador da China no Reino Unido acusou "alguns grandes países" que não pertencem à região de "criarem problemas" no mar do Sul da China, onde Pequim está disputando grandes extensões de mar e atóis, relata The South China Morning Post.


Sputnik

Falando durante o Programa de Introdução para os Diplomatas da Commonwealth, o embaixador chinês Liu Xiaoming afirmou que os países regionais alcançaram avanços significativos na resolução das tensões no mar do Sul da China, mas certos países fora da área parecem querer estragar esta paz.

Porta-aviões USS Carl Vinson no mar do Sul da China
Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson © REUTERS / Z.A. Landers/Courtesy U.S. Navy

"No entanto, para a confusão de todos, alguns grandes países de fora da região pareciam não apreciar a paz e a tranquilidade no mar do Sul da China […] Eles enviam navios de guerra ao mar do Sul da China para criar problemas", declarou o embaixador.

Xiaoming também criticou a chamada "liberdade de operações de navegação" praticada por países como os Estados Unidos, qualificando-a de "violação séria da soberania da China".

No âmbito de tais operações, embarcações americanas passam pelas águas consideradas internacionais, não controlados por nenhum país, na prática rejeitando as reivindicações da China sobre os atóis na zona. Pequim afirma que as ilhas são parte legítima de seu território e que, portanto, controla as águas ao seu redor como parte de suas águas territoriais.

Os EUA iniciaram manobras de "liberdade de navegação" na região em 2015, mas estas viraram mais frequentes sob a administração de Donald Trump, nota o The South China Morning Post. Washington também tentou convencer outras nações a participarem desta prática.

Assim, em meados deste mês, o navio de guerra britânico HMS Albion passou perto das disputadas ilhas Paracel, controladas pela China. Pequim considerou o passo como "ação provocadora".

Além disso, na semana passada, o submarino japonês Kuroshio, junto com outros navios da Marinha do país, participou pela primeira vez das manobras no mar do Sul da China, mas as autoridades japonesas afirmaram que os exercícios não tencionam contrariar as atividades da China na região.

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