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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Diplomata chinês: Ocidente envia navios ao mar do Sul da China para 'criar problemas'

O embaixador da China no Reino Unido acusou "alguns grandes países" que não pertencem à região de "criarem problemas" no mar do Sul da China, onde Pequim está disputando grandes extensões de mar e atóis, relata The South China Morning Post.


Sputnik

Falando durante o Programa de Introdução para os Diplomatas da Commonwealth, o embaixador chinês Liu Xiaoming afirmou que os países regionais alcançaram avanços significativos na resolução das tensões no mar do Sul da China, mas certos países fora da área parecem querer estragar esta paz.

Porta-aviões USS Carl Vinson no mar do Sul da China
Porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson © REUTERS / Z.A. Landers/Courtesy U.S. Navy

"No entanto, para a confusão de todos, alguns grandes países de fora da região pareciam não apreciar a paz e a tranquilidade no mar do Sul da China […] Eles enviam navios de guerra ao mar do Sul da China para criar problemas", declarou o embaixador.

Xiaoming também criticou a chamada "liberdade de operações de navegação" praticada por países como os Estados Unidos, qualificando-a de "violação séria da soberania da China".

No âmbito de tais operações, embarcações americanas passam pelas águas consideradas internacionais, não controlados por nenhum país, na prática rejeitando as reivindicações da China sobre os atóis na zona. Pequim afirma que as ilhas são parte legítima de seu território e que, portanto, controla as águas ao seu redor como parte de suas águas territoriais.

Os EUA iniciaram manobras de "liberdade de navegação" na região em 2015, mas estas viraram mais frequentes sob a administração de Donald Trump, nota o The South China Morning Post. Washington também tentou convencer outras nações a participarem desta prática.

Assim, em meados deste mês, o navio de guerra britânico HMS Albion passou perto das disputadas ilhas Paracel, controladas pela China. Pequim considerou o passo como "ação provocadora".

Além disso, na semana passada, o submarino japonês Kuroshio, junto com outros navios da Marinha do país, participou pela primeira vez das manobras no mar do Sul da China, mas as autoridades japonesas afirmaram que os exercícios não tencionam contrariar as atividades da China na região.

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