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Mídia europeia explica como sistema russo S-400 se tornou 'hit de exportações'

Os sistemas russos de defesa antiaérea S-400 têm gerado cada vez mais interesse por parte dos outros países e se tornaram mesmo um "hit de exportações" no mercado internacional de armamentos, opina a mídia alemã.
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Segundo escreveu o jornal Die Welt, a China adquiriu este sistema em janeiro deste ano, a Turquia irá recebê-lo no ano que vem e, em outubro passado, a Índia passou também a estar entre os importadores desta arma, assinando um contrato no valor de mais de 5 bilhões de dólares (quase 19 bilhões de reais) com a empresa estatal russa de exportação de armas.


Em opinião dos especialistas citados pela edição, no que tange às características técnicas, os complexos S-400 superam os análogos norte-americanos. Em particular, os S-400 são capazes de eliminar alvos diferentes em altitudes de até 30 quilômetros, em um raio de 400 quilômetros, podendo ser equipados com mísseis de alcances diferentes.

Já o conhecido sistema norte-americano Patriot, instalado inclusive na Europ…

Eis as razões que levam Ucrânia a participar da 'lavagem de armas' para terroristas sírios

Os EUA estão fornecendo armas aos terroristas na Síria através de países terceiros tais como a Ucrânia, acaba de anunciar a chancelaria síria. Em uma conversa com a Sputnik, o cientista político Yuri Pochta enumerou as razões por que Kiev participa do tráfico de armas no mercado "cinza".


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Mais cedo, o primeiro-secretário do Departamento de Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Síria, Alaa Din Saeed Hamdan, afirmou que Washington e seus aliados estariam fornecendo armas aos militantes dos agrupamentos terroristas Frente al-Nusra e Daesh, proibidos na Rússia, usufruindo de "intermediários".

Armazéns de armas de terroristas encontrados em Deir ez-Zor
Armazém de armas dos terroristas encontrado em Deir ez-Zor, Síria © Sputnik / Morad Saeed

"É evidente que os EUA e seus aliados fornecem um grande número de munições e armamentos através de países terceiros, como, por exemplo, países do Leste Europeu, a Ucrânia ou países dos Bálcãs, para suprimir armas à Frente al-Nusra ou ao Daesh", disse o representante da chancelaria síria.

O cientista político e professor da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Yuri Pochta, comentou a declaração do diplomata ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"As declarações dos diplomatas sírios sobre as armas serem entregues aos terroristas na Síria inclusive através da Ucrânia, provavelmente, são fundamentadas. Já faz muito que o 'mercado cinza' dos armamentos abastece de modo bem eficiente os agrupamentos radicais, inclusive os que continuam a resistência na Síria. Claro que as questões de legitimidade e moral, nesse caso, vão para segundo plano, se trata apenas de obter lucros. Após o colapso da URSS, a Ucrânia vendeu ativamente enormes reservas de armamentos que ficaram no seu território e não cuidou muito de selecionar escrupulosamente os compradores", disse o cientista político.

De acordo com ele, Kiev tem também outros motivos para participar do tráfego ilegal de armamentos, além do financeiro.

"Além do financeiro, aqui tem outro aspecto — o político. Uma série de agrupamentos radicais é apoiada pelo Ocidente de forma clandestina, por isso os países ocidentais não fornecem para lá as armas diretamente a partir do seu território, mas os abastecem através de países terceiros. Ou seja, acontece uma espécie de ‘lavagem' de armas. E a Ucrânia, infelizmente, também participa disso, evidentemente", sublinhou Pochta.

O conflito armado na Síria se arrasta desde o ano de 2011. Nos finais de 2017, foi anunciada a vitória sobre o Daesh na Síria e no Iraque, porém, em certas regiões ainda se efetuam operações de limpeza com ajuda da Força Aeroespacial da Rússia.

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