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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Embraer vai entregar três cargueiros KC-390 à FAB

O avião militar KC-390 da Embraer, entrou na fase de finalização na linha de montagem na unidade de Gavião Peixoto (SP): pelo menos três aeronaves serão entregues no ano que vem à Força Aérea Brasileira (FAB).


Por Andrea Jubé | Valor Econômico

Um dos projetos prioritários da área de defesa em parceria com a Embraer, ao lado dos caças Gripen, o novo cargueiro de uso militar e civil deve ser apresentado pela FAB em uma solenidade organizada para o Dia do Aviador, em outubro. Até lá, há a expectativa de que o avião receba o certificado de tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).


Embraer KC-390
Embraer KC-390 | Reprodução

O Valor acompanhou a demonstração da aeronave ao ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, na segunda-feira na unidade fabril em Gavião Peixoto.

Há dois aviões já na fase de finalização, outros dois na etapa de estruturação (um com a fuselagem quase completa, outro com uma das asas prontas), e o quinto já tem as peças encomendadas, o que tem de ser feito com meses de antecedência.

O presidente da EMBRAER Defesa & Segurança, Jackson Schneider, confirmou ao Valor que o certificado da ANAC será emitido ainda neste ano, e as primeiras unidades entregues à FAB em 2019, quando completam-se dez anos do início do projeto. O contrato de aquisição dos aviões, entretanto, remonta a 2014. O comandante da FAB, Nivaldo Rossato, disse que o órgão conta com o avião operando já no ano que vem.

A FAB encomendou 28 aeronaves à Embraer: o orçamento da Força para 2019 reservou R$ 750 milhões para a aquisição dos aviões. As negociações de vendas também estão avançadas com Portugal, que deve encomendar cinco unidades. Argentina, Chile, Colômbia e República Tcheca já assinaram cartas de intenção de compra do modelo, o maior avião militar produzido no Brasil, que encabeça o consórcio formado por Portugal, Argentina e República Tcheca.

De acordo com os engenheiros da linha de montagem, assim que a empresa atingir a “fase de aprendizado”, será possível acelerar a produção e fabricar 1,5 ou duas unidades por mês, a fim de atender a expectativa de crescimento da demanda internacional.

Conforme um acordo celebrado em 2013, na França, caberá à Boeing a promoção internacional do KC-390 e o impulso das vendas em mercados onde a gigante da aviação tem atuação estratégica. Essa parceria foi celebrada cinco anos antes da joint venture anunciada em julho, evidenciando a vocação das duas empresas para atuarem juntas.

O cargueiro da Embraer atinge um nicho de mercado onde a Boeing atua com modelos muito maiores, e enfrentava a concorrência da Lockheed, fabricante do Hércules C-130, também de transporte militar, mas desenvolvido há cerca de 60 anos. É justamente o avião de cargas utilizado pela FAB, que já completou 53 anos. “O nosso está antigo, o KC-390 é mais rápido, carrega mais carga com o custo de hora de voo mais barato, vai fazer a diferença no transporte e na logística”, afirma o brigadeiro Rossato.

Desde que encomendou à Embraer o desenvolvimento de um avião de transporte tático em 2009, a FAB investiu R$ 5 bilhões no projeto. Na fase de testes, o protótipo sofreu dois incidentes: em 2017, durante um voo, e em maio, quando deslizou na pista.

Além do documento da ANAC, o avião precisa concluir o ciclo de certificação, com a obtenção da Final Operational Capability (FOC), emitida pelo Instituto de Fomento Industrial (IFI), o que só deve ocorrer no ano que vem. Em dezembro de 2017, a aeronave obteve a Capacidade Inicial de Operação (IOC), que assegurou as condições necessárias para o início da operação, bem como um certificado provisório da ANAC, atestando a adequação do projeto aos requisitos de certificação da categoria transporte.

Segundo a EMBRAER, o avião está em campanha de ensaios, progredindo de forma “extremamente satisfatória”, atingindo os objetivos de desempenho e capacidade estabelecidos, e já tem acumuladas mais de 1.800 horas de voo. Para concluir a campanha de certificação, é preciso atingir 2.000 horas de voo.


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