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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Entrega dos S-300 à Síria aumenta risco aos EUA, diz Departamento de Estado

A entrega dos sistemas de defesa aérea S-300 russos ao governo da Síria aumentará o risco contra a coalizão liderada pelos EUA, afirmou um oficial do Departamento de Estado norte-americano à Sputnik nesta segunda-feira (24).


Sputnik

"A entrega russa de melhores sistemas de defesa aérea ao regime de Assad apenas aumentará o risco de escalada do conflito em um ambiente já perigoso e aumentará o risco aos EUA e às forças parceiras conduzindo a operação contra o ISIS na Síria", afirmou o oficial do Departamento de Estado em entrevista à Sputnik. O Daesh, também conhecido como ISIS, foi banido do território russo e é combatido na Síria.

Sistemas antiaéreos russos S-300 durante o ensaio do desfile militar em Ekaterinburgo (foto de arquivo)
S-300 Favorit © Sputnik / Pavel Lisitsyn

"Isso também reafirma a manutenção da proteção da Rússia ao regime de Assad e sua responsabilidade pelas ações do regime", acrescentou o oficial.

No dia 17 de setembro, uma aeronave russa do modelo Il-20 foi derrubada pelo sistema de defesa aérea da Síria enquanto retornava à base de Hmeymim, a cerca de 35km da costa do país. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, quatro F-16 de Israel, que atacavam alvos na Síria na província de Latakia, usaram o Il-20 como escudo, o que o deixou vulnerável a ataques da defesa aérea da Síria e teria causado o incidente. A queda do Il-20 deixou 15 soldados russos mortos.

O oficial do Departamento de Estado dos EUA lembrou que foi o sistema de defesa anti-aéreo da Síria que derrubou a aeronave russa.

"Posicionar ainda mais defesas aéreas não irá resolver o problema de lançamento não profissional e indiscriminado de mísseis pela Síria, e não irá reduzir o risco à aviação regional", afirmou a oficial.

Ele também afirmou que a morte da tripulação russa é "incidente infeliz"

"Isso lembra que muitos conflitos na região precisam de resoluções políticas permanentes e pacíficas de acordo com a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU", afirmou o oficial.

Mais cedo nesta segunda-feira (24), o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou medidas para aumentar a segurança dos soldados russos em resposta à queda da aeronave militar Il-20, ao que a Rússia atribui responsabilidade a Israel.

Shoigu explicou que a Rússia irá equipar os postos de comando das forças de defesa aérea da Síria, que já funcionava com sistemas de navegação de satélite russos. Além disso, também equipariam os postos com radares e sistemas de comunicação à bordo, o que se complementaria com o fornecimento dos sistemas de defesa aérea S-300.

Quem também deu declarações a respeito nesta segunda-feira (24) foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que declarou ao presidente russo, Vladimir Putin, que a entrega de sistemas de armas a quem chamou de "agentes irresponsáveis" aumentaria os riscos à segurança na região.

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