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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Especialista: na área da elaboração de sistemas antimíssil Rússia está sempre à frente

No âmbito das manobras Vostok 2018, os militares russos treinaram o derrube de mísseis "invisíveis". O especialista militar russo Igor Korotchenko avaliou para o serviço russo da Rádio Sputnik as capacidades do sistema russo de defesa antimíssil.


Sputnik

No decorrer das manobras Vostok 2018, no polígono de Telemba, na república russa de Buriátia, os militares tiveram que derrubar objetivos de treinamento que imitavam "mísseis invisíveis", cujas características superam os análogos estrangeiros conhecidos, afirmou o comandante da 76ª divisão de defesa antiaérea, coronel Sergei Tikhonov, ao canal Zvezda.

O novo míssil de intercepção […] cumpriu a missão atingindo um alvo convencional no tempo estabelecido, assinalou o vice-comandante de uma unidade de defesa antiaérea e antimísseis da Força Aeroespacial russa, major-general Andrei Prikhodko.
© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Ele destacou que o trabalho foi dificultado pela amplitude de alturas e velocidades das ogivas do inimigo convencional. "Algumas voavam à altura de 100-150 metros, outros apontavam a objetivos e infraestruturas a partir de vários quilômetros. Além disso, tínhamos que reagir aos alvos em intervalos de dez, cinco e até três segundos", contou Tikhonov.

Segundo ele, o comando decidiu não se limitar a mísseis de treinamento típicos.

"No ataque em massa convencional foram lançadas cópias especiais de mísseis de cruzeiro reais que são capazes de contornar o relevo", ressaltou o coronel.

Tikhonov acrescentou que alguns aviões portadores, equipados com tais ogivas de cruzeiro, foram derrubados ainda em voo. Apesar das condições difíceis, as guarnições e equipes russas conseguiram repelir todos os mísseis, destacou.

O editor-chefe da revista Defesa Nacional, Igor Korotchenko, avaliou para o serviço russo da Rádio Sputnik os resultados dos exercícios.

"O sistema russo de defesa antiaérea e aeroespacial treinou em condições reais a busca e destruição de alvos convencionais que eram imitados com recurso a soluções furtivas. Pelo visto, foi colocada a tarefa de treinar o episódio de rechaço a um ataque de mísseis da classe Tomahawk, que voam a altitudes extremamente baixas com regime de contorno do relevo local", comentou o especialista.

Para ele, a tarefa foi cumprida com sucesso pelos sistemas modernos do complexo de defesa antimíssil russo. "Na área da elaboração de sistemas de defesa antimíssil nós estamos sempre à frente dos norte-americanos", destacou Igor Korotchenko, acrescentando que os exercícios mostraram que os sistemas de defesa aeroespacial russos são seguros e eficazes.

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