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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Especialista: na área da elaboração de sistemas antimíssil Rússia está sempre à frente

No âmbito das manobras Vostok 2018, os militares russos treinaram o derrube de mísseis "invisíveis". O especialista militar russo Igor Korotchenko avaliou para o serviço russo da Rádio Sputnik as capacidades do sistema russo de defesa antimíssil.


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No decorrer das manobras Vostok 2018, no polígono de Telemba, na república russa de Buriátia, os militares tiveram que derrubar objetivos de treinamento que imitavam "mísseis invisíveis", cujas características superam os análogos estrangeiros conhecidos, afirmou o comandante da 76ª divisão de defesa antiaérea, coronel Sergei Tikhonov, ao canal Zvezda.

O novo míssil de intercepção […] cumpriu a missão atingindo um alvo convencional no tempo estabelecido, assinalou o vice-comandante de uma unidade de defesa antiaérea e antimísseis da Força Aeroespacial russa, major-general Andrei Prikhodko.
© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

Ele destacou que o trabalho foi dificultado pela amplitude de alturas e velocidades das ogivas do inimigo convencional. "Algumas voavam à altura de 100-150 metros, outros apontavam a objetivos e infraestruturas a partir de vários quilômetros. Além disso, tínhamos que reagir aos alvos em intervalos de dez, cinco e até três segundos", contou Tikhonov.

Segundo ele, o comando decidiu não se limitar a mísseis de treinamento típicos.

"No ataque em massa convencional foram lançadas cópias especiais de mísseis de cruzeiro reais que são capazes de contornar o relevo", ressaltou o coronel.

Tikhonov acrescentou que alguns aviões portadores, equipados com tais ogivas de cruzeiro, foram derrubados ainda em voo. Apesar das condições difíceis, as guarnições e equipes russas conseguiram repelir todos os mísseis, destacou.

O editor-chefe da revista Defesa Nacional, Igor Korotchenko, avaliou para o serviço russo da Rádio Sputnik os resultados dos exercícios.

"O sistema russo de defesa antiaérea e aeroespacial treinou em condições reais a busca e destruição de alvos convencionais que eram imitados com recurso a soluções furtivas. Pelo visto, foi colocada a tarefa de treinar o episódio de rechaço a um ataque de mísseis da classe Tomahawk, que voam a altitudes extremamente baixas com regime de contorno do relevo local", comentou o especialista.

Para ele, a tarefa foi cumprida com sucesso pelos sistemas modernos do complexo de defesa antimíssil russo. "Na área da elaboração de sistemas de defesa antimíssil nós estamos sempre à frente dos norte-americanos", destacou Igor Korotchenko, acrescentando que os exercícios mostraram que os sistemas de defesa aeroespacial russos são seguros e eficazes.

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