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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Estado-Maior francês ameaça com golpe contra Síria em caso de ataque químico

O exército francês está pronto para efetuar mais um ataque contra o território da Síria em caso de uso de armas químicas na província de Idlib, afirmou nesta quinta-feira (6), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da França, François Lecointre.


Sputnik

"Estamos prontos a atacar se as armas químicas forem utilizadas novamente", assinalou Lecointre, citado pela agência Reuters.

Centro militar de pesquisa, na cidade síria de Barzeh, atingido por um míssil lançado durante o ataque dos EUA, Reino Unido e França em 13 de abril
Centro de pesquisas bombardeado na Síria pela coalizão Eua, Inglaterra e França © Sputnik / Yazan Kalash

O militar acrescentou que a França poderia lançar esta represália sozinha, embora prefira agir junto com seus aliados.

"Poderia ser a nível nacional, mas estamos interessados em fazê-lo com o maior número possível de parceiros", assegurou o militar.

François Lecointre disse estar esperando também que o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) seja completamente destruído até o final do ano.

No momento, a província de Idlib praticamente não é controlada pelas forças governamentais da Síria. Na zona se encontram combatentes da oposição armada. Além disso, de acordo com informações de Moscou e Damasco, vários grupos terroristas que estão operando na zona efetuam frequentes ataques contra as posições do exército sírio.

Nos últimos dias, a situação em torno da província tem se agravado. O representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, afirmou recentemente que, segundo várias fontes independentes, terroristas do grupo Frente al-Nusra (proibido na Rússia e em vários outros países) estariam preparando uma provocação com a utilização das armas químicas na província de Idlib a fim de usá-la para acusar Damasco de ações contra civis.

Em abril de 2018, os EUA, o Reino Unido e a França coordenaram um ataque aéreo maciço contra a Síria, depois que a controversa ONG Capacetes Brancos alegou o uso de armas químicas na cidade de Douma. Os Capacetes Brancos foram repetidamente flagrados encenando ataques de bandeira falsa.

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