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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Força Aérea dos EUA a ponto de ruptura: análise indica que carece de aviões e pessoal

A Força Aérea dos EUA não é capaz de resolver questões de segurança e, portanto, defender os interesses do país, de acordo com o recente estudo do centro analítico norte-americano RAND.


Sputnik

O relatório foi analisado pelo observador militar da revista norte-americana The National Interest, Dave Majumdar.

Piloto de um avião estadunidense F/A-18 Hornet
CC BY-SA 2.0 / mashleymorgan / 030328-N-4513D-001

Utilizando a supremacia militar, obtida depois do fim da Guerra Fria, o Pentágono realizou várias "operações de imposição da paz" em diferentes regiões do mundo, mas não parou para pensar em sua capacidade de combate contra uma grande potência. Contudo, em uma época em que os EUA encaram a ameaça de uma China em rápido crescimento e de uma Rússia em ressurgimento, os resultados do estudo são especialmente preocupantes, aponta o autor da matéria.

"A época unipolar está chegando rapidamente ao fim, já que tanto a Rússia como a China se apresentam forças cada vez mais capazes […] Hoje em dia, a Força Aérea dos EUA deve atender às exigências de combate potenciais e melhorar simultaneamente suas capacidades contra grandes potências", segundo o relatório.

O autor da matéria recordou que, desde o primeiro conflito no golfo Pérsico em 1991, a Força Aérea dos EUA tem estado envolvida em uma série de guerras de baixo nível, mas constantes.

"Os generais tentaram suavizar o impacto negativo de tal ritmo sobre o pessoal e equipamento, mas as soluções eram temporárias. Agora a Força Aérea norte-americana está a ponto de ruptura", destacou.

De acordo com o relatório, embora a chefia do ramo venha falando cada vez mais ativamente sobre problemas com a prontidão, causados pela sobrecarga e falta de financiamento das Forças Armadas, não se prevê uma redução da pressão sobre a Força Aérea.

Os investigadores estudaram quatro cenários prováveis que permitem estimar as capacidades da Força Aérea dos EUA. Dois deles estão relacionados ao tipo da Guerra Fria, enquanto o terceiro pressupõe ações de imposição de paz e o último – a luta contra o terrorismo.

Conforme o relatório, nenhum dos aviões da Força Aérea dos EUA pode se considerar seguro em todos os quatro cenários.

Assim, os caças demonstraram a maior eficácia, atendendo a 93% das exigências em três cenários e 64% no restante. As aeronaves da classe C3ISR/BM (comando, controle, comunicação, inteligência e vigilância) se mostraram como as menos seguras em todos os quatro cenários, tendo atendido 84% em um tipo de operações e de 29 a 63% nos outros três.

O relatório destacou que, embora os aviões de reabastecimento se demonstrem como altamente seguros em três cenários, tendo atendido a 90% das exigências, estes aviões cumprem somente 32% dos requisitos em operações de imposição de paz.

O estudo do RADN mostrou também que uma pior prontidão para combate da Força Aérea dos EUA poderá resultar em conflitos duradouros.

O autor da matéria conclui que, além da necessidade de ampliar o ramo, deve haver mais investimentos, já que "com as forças de hoje, suportar até mesmo o ritmo atual de operações virará em breve impossível".

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