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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

'Forte Trump': quem se beneficia com instalação de base militar dos EUA na Polônia?

A Polônia mudará a paisagem geopolítica da Europa ao hospedar uma base militar permanente dos Estados Unidos em seu território. Enquanto o Pentágono pondera os detalhes, os poloneses já expressaram sua disposição de gastar dois bilhões de dólares com a construção da base.


Sputnik

Por que Varsóvia precisa disso e que vantagens tirará Washington? Tal questão é debatida com o colunista russo da Sputnik, Nikolai Protopopov.

Exército polonês e norte-americano em exercícios Anaconda da OTAN na Polônia, em 6 de junho de 2016 (foto de arquivo)
Militares poloneses e norte-americanos em exercício conjunto © AP Photo / Alik Keplicz

As negociações entre Washington e Varsóvia foram feitas bilateralmente, ou seja, fora da OTAN, com os poloneses justificando a necessidade de uma presença militar americana devido a uma suposta "ameaça" vinda da Rússia.

Enquanto isso, cerca de quatro mil militares dos EUA já estão alojados no país como parte das unidades do Pentágono e das forças multinacionais da OTAN. No entanto, eles estão na área em sistema de rotação e na maior parte "só passando", enquanto participam de exercícios conjuntos na Europa e, claro, sem nenhuma pressa em retirar seus veículos blindados após os exercícios. Tal estratégia, de rotação de militares com manutenção de armamento, foi amplamente utilizada pelos americanos durante a Guerra Fria.

Instrumento conveniente

De rotação em rotação, o contingente militar dos EUA está praticamente instalado no coração da Europa Oriental, perto das fronteiras da Rússia. O especialista militar Aleksandr Perendzhiev acredita que as novas circunstâncias permitirão à elite política da Polônia reforçar sua posição, tanto internamente como na Europa.

"Serão tropas móveis, se necessário, serão rapidamente transferidas para qualquer área da Europa", disse Perendzhiev.

"A Polônia se tornará um trampolim para a realocação de tropas, inclusive na Ucrânia […] A base permitirá aos norte-americanos, no decurso das negociações, sugerir o uso da força. Ela [a base] é na realidade um ato de ocupação da Europa Oriental, onde a elite política da Polônia atua como um instrumento e um ajudante dedicado dos EUA."

Para o coronel-general russo Leonid Ivashov, o aumento da presença permanente de tropas norte-americanas na Polônia visa promover os interesses econômicos dos EUA na Europa.

"As relações entre Washington e a Europa Ocidental têm se agravado […] por isso, os Estados Unidos tirarão proveito dos países do Leste, que são mais suscetíveis. Por exemplo, com uma certa pressão, a Bulgária abandonou o gasoduto russo, abrindo caminho para o gás de xisto dos EUA", disse Ivashov.

Do ponto de vista militar, dizem os especialistas, a nova instalação americana não ameaça a segurança da Rússia. O coronel-general russo destaca que a instalação é de pequena escala e que não é preciso temê-la, pois os russos "têm todos os meios para responder em caso de ameaça".

Confronto europeu

As autoridades russas acreditam que a implantação da base militar dos EUA na Polônia é uma decisão soberana de Varsóvia, mas que não contribui para a estabilidade no continente e levará a ações de resposta do lado russo.

Hoje, o contingente militar na Europa é de até 60.000 militares, sendo a maior base a de Ramstein, localizada no norte da Alemanha. É uma das duas bases no território alemão onde, presumivelmente, ogivas nucleares estão armazenadas. Ramstein é simultaneamente uma fortaleza, a sede da Força Aérea dos EUA na Europa e uma das bases da OTAN.

No entanto, a Rússia garante a defesa de suas fronteiras ocidentais, com recursos suficientes para uma efetiva oposição militar, por meio de tanques T-72, obuseiros de longo alcance, sistemas de mísseis Iskander-M e muito mais.

A maioria dos especialistas entrevistados concorda que é pouco provável que a implantação da base norte-americana na Polônia contribua para uma grande guerra na Europa, pois nem os europeus, nem os americanos querem isso. A conclusão é que Washington quer fortalecer o controle sobre a União Europeia, restando ao governo polonês se justificar perante seus cidadãos sobre os gastos de bilhões de dólares.

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