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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

G3 + 2 de negociações nucleares promete estabelecer “meios especiais” para facilitar o comércio com o Irã

As partes remanescentes de o acordo nuclear com o Irã prometeram estabelecer um "veículo de propósito especial" para facilitar os pagamentos relacionados às exportações do Irã como parte dos esforços para salvar o Plano de Ação Complementar Conjunto após a retirada dos EUA.


Pars Today

A chefe da política externa da União Europeia, Federica Mogherini, e o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, realizaram uma coletiva de imprensa na segunda-feira (horário de Nova York) para transmitir os resultados de uma reunião entre os demais partidos do JCPOA, França, Reino Unido e Alemanha, Rússia, China e Irã.

G3 + 2 de negociações nucleares promete estabelecer “meios especiais” para facilitar o comércio com o Irã
A chefe da política externa da União Europeia, Federica Mogherini, e o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif | Reprodução

Segundo com uma declaração conjunta emitida pelos participantes e lida pelos dois diplomatas, a reunião “fez um balanço do processo de encontrar e operacionalizar soluções práticas para questões decorrentes da retirada unilateral dos EUA do acordo e novas imposição de as sanções norte-americanas, já levantadas no âmbito do PCJOA e no seu Anexo II.”

"Conscientes da urgência e da necessidade de resultados tangíveis, os participantes aplaudem a propostas práticas para manter e desenvolver canais de pagamento, especialmente a iniciativa de estabelecer um veículo com a finalidade especial para facilitar os pagamentos relacionados às exportações do Irã, incluindo petróleo e importações, que ajudarão e tranquilizarão os operadores econômicos que buscam negócios legítimos com o Irã", diz o comunicado.

“Os participantes reafirmaram sua forte vontade de apoiar o trabalho adicional voltado para a operacionalização de tal “Veículo para o Propósito Específico”, bem como o envolvimento contínuo com parceiros regionais e internacionais”, acrescentou.

O comunicado afirma ainda que os participantes “receberam com satisfação o fato de que as atualizações do Estatuto de Bloqueio da UE e do mandato de empréstimo externo do Banco Europeu de Investimentos entraram em vigor em 7 de agosto”.

De acordo com a declaração, os participantes reconheceram que “o Irã continuou implementando de forma plena e efetiva seus compromissos nucleares, conforme contemplado por 12 relatórios consecutivos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e reiterou a necessidade de continuar a fazê-lo”.

Os participantes ressaltaram que continuam apoiando a modernização do reator de pesquisa Arak, do Irã, como parte do Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA) e a conversão da instalação de Fordow em um centro nuclear, de física e de tecnologia.

“Os participantes também reafirmaram seu apoio a projetos na área de cooperação nuclear civil com base no Anexo III do JCPOA”, acrescentou o comunicado.

O encontro entre as partes remanescentes de o acordo nuclear iraniano ocorreu depois de negociações bilaterais entre Zarif e Mogherini, durante as quais este último disse que a Europa está finalizando suas ofertas para atender às demandas da República Islâmica em uma tentativa de salvar o JCPOA.

Falando na reunião de segunda-feira com a Zarif, Mogherini disse que o bloco finalizava e implementava as “soluções operacionais” em breve.

Em maio, os EUA abandonaram o acordo e, desde então, estão trabalhando para voltar a impor suas sanções a Teerã e pressionar o mundo a cortar o comércio com o Irã.

A UE já ofereceu ao Irã um pacote de apoio para compensar a retirada dos EUA, que obriga o Banco Europeu de Investimento a apoiar empresas da UE dispostas a entrar nos mercados iranianos, entre outras medidas.

No início deste mês, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qassemi, enfatizou que as ofertas feitas pelos europeus para salvar o acordo nuclear iraniano até agora não atendiam às expectativas do Irã, mas Teerã ainda esperava que a Europa conseguisse convencê-lo a continuar no acordo.

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