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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

General sírio desvenda objetivo escondido das manobras russas no Mediterrâneo

A Rússia acaba de iniciar as maiores manobras da sua Marinha no Mediterrâneo que decorrerão até 8 de setembro. Em uma conversa com a Sputnik, o especialista militar e general de brigada aposentado sírio, Ali Maqsud, disse que os respectivos exercícios ajudarão a Síria a se defender da agressão dos inimigos.


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Hoje em dia, contra a Síria se está travando uma guerra tanto pelas forças internacionais, quanto regionais, disse o analista. Assim, conta ele, no momento atual o exército sírio está realizando ativamente uma ofensiva contra os terroristas no sul do país e se preparando para uma batalha de grande envergadura na província de Idlib. Eventualmente, isto não agrada aos militantes e seus patrocinadores, por isso estes pretendem fazer todo o possível para parar a ofensiva das tropas de Assad, explica Maqsud.

Fragata russa Admiral Grigorovich no estreito do Bósforo rumo ao mar Mediterrâneo, 7 de abril 2017
Fragata russa Admiral Grigorovich no Mar Mediterrâneo © REUTERS / Yoruk Isik

"Nessas condições, o verdadeiro objetivo das manobras russas no Mediterrâneo é realizar um ataque preventivo contra a agressão que está sendo preparada. A preparação e a realização das manobras pressupõem uma parceria da Rússia com seus aliados ao nível político e diplomático", disse ele à Sputnik Árabe.

"O resultado desses exercícios é a estabilidade na região. Os Capacetes Brancos e organizações semelhantes não poderão efetuar uma provocação com uso de armas químicas ou algo dessa espécie. Os países da região melhoraram suas relações e sua coordenação. Através dos intermediários russos, o Irã confirmou que está trabalhando e vai continuar a trabalhar para construir a estabilidade e paz na região", prosseguiu.

General aposentado acredita que os EUA estão recuando em seu plano de ofensiva. "Os norte-americanos instalaram na base de Shaddadi, na província de Al-Hasakah, no norte da Síria, sistemas de radar cujo principal objetivo é defensivo. Esse conjunto deve defender a base dos ataques aéreos. Acredito que eles estão se preparando para se defenderem", opinou.

Deste modo, ressalta o militar sírio, a situação na Síria está se desenvolvendo contra as ambições e os planos do Ocidente. Os curdos, por exemplo, estão travando ativamente negociações com o governo de Assad, o que desmantela totalmente os planos para uma divisão do país, adianta.

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