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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

'Israel irá viver um pesadelo?': mídia israelense sobre entrega dos S-300 à Síria

A mídia israelense expressou grande preocupação em relação ao fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea S-300 à Síria, reconhecendo que essas medidas podem levar a sérias consequências para a Força Aérea de Israel.


Sputnik

O canal Israel Plus, falando sobre a entrega dos sistemas de mísseis S-300 às tropas sírias, fez a seguinte pergunta: "Daqui a duas semanas, Israel irá viver um pesadelo?".

Sistemas russos S-300 durante os treinamentos bilaterais de grande escala da defesa antiaérea e da aviação da Região Militar Ocidental
S-300 Favorit © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

O jornal The Jerusalem Post observa que os sistemas S-300 permitirão modernizar a defesa aérea da Síria e criar uma "ameaça aos aviões israelenses", porque esses sistemas de longo alcance podem rastrear aeronaves e mísseis balísticos a uma distância de 300 quilômetros.

A publicação destaca que atualmente o sistema de defesa aérea síria tem como base "em sua grande parte sistemas soviéticos obsoletos" e sistemas táticos mais complexos, embora a Rússia já tenha fornecido a Damasco o sistema antiaéreo Pantsir-S1 de curto alcance.

Por sua vez, o jornal Haaretz acredita que a entrega deste avançado sistema de defesa antiaérea não dará a Damasco garantias absolutas contra ataques aéreos externos. No entanto, como o autor aponta, essas medidas podem colocar em risco as ações da Força Aérea israelense, e, portanto, "Israel terá que pensar duas vezes antes do próximo ataque".

O jornal Yedioth Ahronoth chega à conclusão que o fornecimento dos mísseis S-300 à Síria é realmente uma má notícia para Israel. Segundo a publicação, a implantação desse sistema avançado exigirá da Força Aérea israelense "mais esforços, mais planejamento e mais cautela ao usar as suas forças no espaço aéreo da Síria e do Líbano".

Além disso, o jornal sublinha a modernização pela Rússia dos sistemas de controle automáticos e controle da defesa antiaérea que, segundo o Yedioth Ahronoth, melhorarão a rapidez de reação das baterias sírias de defesa aérea.

O autor do artigo expressa preocupações com os planos da Rússia de usar meios modernos de guerra eletrônica na Síria para fazer a supressão dos sinais dos caças, mísseis e aeronaves não tripuladas. Segundo a publicação, no futuro isso pode limitar a liberdade de ação da aviação israelense.

O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, anunciou em 24 de setembro medidas para melhorar a segurança dos militares russos na Síria em resposta ao incidente do Il-20, pelo qual o ministério responsabiliza Israel.

Moscou equipará os postos de comando de defesa aérea síria com sistemas de controle automatizados, que somente as Forças Armadas russas possuem. Além disso, realizará a contenção eletrônica da navegação por satélite, radares aéreos e sistemas de comunicação de aviões de combate que atacam alvos em território sírio. E o mais importante: no espaço de duas semanas, entregará sistemas S-300 à Síria.

O ministro observou que os fornecimentos desse sistema a Damasco foram suspensos a pedido de Israel em 2013, mas agora a situação mudou e não por culpa da Rússia.

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