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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

'Israel não se preocupa com nada senão seus interesses', diz analista

Enquanto o Ministério da Defesa da Rússia apresenta informações detalhadas sobre o que se passou com o avião Il-20 russo na Síria em 17 de setembro, Tel Aviv continua negando sua culpa pelo incidente.


Sputnik

Na opinião do especialista militar egípcio, Adil Suleiman, que a compartilhou com a Sputnik, a verdadeira razão para o abate é o fato de Israel "se nortear apenas por interesses da sua predominância militar na região".

Soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Hebron
CC BY 2.0 / Israel Defense Forces / Brother's Keeper Operation in Judea & Samaria

De acordo com o general aposentado, a tragédia também foi provocada pela falta de coordenação entre as duas partes aos níveis operacional e tático. "Isto não foi levado completamente a sério, especialmente por parte do lado israelense", sublinha.

"Israel não se preocupa com nada senão com seus interesses, especialmente no que se trata de operações militares. Ele não está disposto a sofrer perdas militares ou parecer fraco… Israel não está interessado em quem está no lado oposto, seja o lado sírio que se está equipando com modernos armamentos russos ou algum outro", acredita Suleiman.

Assim, diz ele, o país acredita que "pode resolver qualquer problema" apenas com desculpas ou enviando seus dirigentes militares ao outro país com o objetivo de esclarecer sua postura.

"Ele [Israel] está acostumado a isso e se considera capaz de regularizar tais casos", frisa.

Durante a série de encontros com seus colegas russos em Moscou, a delegação militar encabeçada pelo comandante da Força Aérea de Israel, Amikam Norkin, tentou provar seu não envolvimento no acidente trágico que matou 15 militares russos e que, segundo o ministério russo, foi resultado da "falta de profissionalismo" ou "negligência criminosa" por parte dos pilotos israelenses.

Além disso, observa Suleiman, o abate do Il-20 também "indica o fato da coordenação não ter estado a um adequado nível de profissionalismo", enquanto o próprio incidente poderia ter prevenido se "tivesse havido um nível alto de coordenação e comunicação".

"Isto não livra o lado israelense da responsabilidade… Entretanto, é necessário coordenação, especialmente levando em consideração que o problema sírio é muito complexo e na arena há muitos atores internacionais, tais como a Rússia, a Turquia, Israel, o Irã e outros", resume o general.

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