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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Israel pode perder liberdade de ação na Síria após incidente com Il-20 russo

A parlamentar israelense Ksenia Svetlova disse à Sputnik nesta terça-feira (18) que seria difícil para Israel resolver o trágico incidente com o jato russo, que foi derrubado na Síria, sem danificar a liberdade de ação de aeronaves israelenses no país. O incidente causou um imbróglio diplomático entre Rússia e Israel.


Sputnik

Na noite da segunda-feira (17), a base aérea russa de Hmeymim perdeu contato com a tripulação da aeronave militar russa Il-20, que foi derrubada por um míssil lançado por um S-200 sírio, causando a morte de 15 soldados russos. O incidente ocorreu durante um ataque de quatro jatos F-16 israelenses sobre alvos na Síria, especificamente na província de Latakia.

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e presidente Vladimir Putin visitam o Museu Judeu e Centro de Tolerância em Moscou
Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu © Sputnik / Alksei Nikolsky

O Ministério da Defesa da Rússia disse mais cedo, nesta terça-feira (18), que os militares israelenses criaram deliberadamente uma situação perigosa contra os sistemas de defesa aérea na Síria.

"Detalhes desse incidente trágico ainda estão sendo esclarecidos, mas escrevi três anos atrás, quando o envolvimento da Rússia no conflito sírio havia apenas começado, que seria impossível evitar completamente conflitos e incidentes em um espaço aéreo tão pequeno", afirmou a parlamentar à Sputnik.

"A continuação da cooperação é importante para os dois lados e eu gostaria de ter esperança em uma solução diplomática para a crise, mas a questão é o que acontecerá com a liberdade de ação de Israel no espaço aéreo sírio. Nós já ouvimos vozes de Moscou […] pedindo pela limitação da liberdade de Israel", acrescentou Svetlova.

Os militares da Rússia disseram que consideram as ações provocativas de Israel hostis e que se reservam ao direito a uma resposta adequada. As Forças de Defesa de Israel (FDI) também se declararam a respeito e afirmaram que estão dispostos a compartilhar com Moscou toda a informação que têm em relação ao incidente. As FDI também expressaram pesar devido às mortes das tropas russas e culparam Damasco e Teerã pelo incidente.

"De qualquer forma, será difícil para Israel o retorno ao modus vivendi que existia antes do incidente", enfatizou a parlamentar Ksenia Svetlova.

Mais cedo nesta terça-feira (18), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou suas condolências ao presidente russo, Vladimir Putin, durante uma ligação telefônica motivada pela morte da tripulação do IL-20. Netanyahu acusou Damasco pelo incidente durante a conversa.

No outono de 2015, Israel e Rússia estabeleceram um canal de comunicação para proteger as aeronaves de ambos os países de incidentes durante operações na Síria, em que jatos de Israel regularmente atacam alvos do Irã e do Hezbolah. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, desta vez, a notificação de um ataque aéreo foi recebida com menos de um minuto antes do ataque e não houve tempo suficiente para enviar o Il-20 a uma zona segura.

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