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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Ministério da Defesa russo apresenta novas provas sobre derrubada do MH17

O Ministério da Defesa russo realizou nesta segunda-feira (17) um briefing dedicado à queda do avião MH17 da companhia Malaysia Airlines em 2014 na Ucrânia.


Sputnik

A entidade militar da Rússia afirmou ter identificado o número inicial do míssil que abateu o avião após analisar os destroços do projétil. Este número de série, atribuído pelo fabricante, é 8720.

Nikolai Parshin, chefe da Direção Principal de Artilharia e Mísseis do Ministério da Defesa russo, durante o briefing do ministério sobre novas provas no caso MH17
Nikolai Parshin, chefe da Direção de Artilharia e Mísseis do Ministério da Defesa russo © Sputnik / Vitaly Belousov

O míssil número foi produzido em 1986 em uma fábrica na região de Moscou. De acordo com o ministério, após ser produzido o míssil foi enviado para uma unidade militar da República Socialista Soviética da Ucrânia e não foi trazido de volta para a Rússia. A Rússia, segundo a entidade, já informou a comissão holandesa que investiga o acidente aéreo que o míssil, após sua produção, nunca saiu do território ucraniano.

O projétil estava no serviço de uma unidade militar implantada na região ucraniana de Lvov. O destacamento de mísseis desta unidade militar participou várias vezes da chamada ATO (Operação Antiterrorista em russo, nome oficial dado pelas autoridades ucranianas ao conflito armado no leste do país) em Donbass.

"Vou me focar em especial na unidade militar 20152, à qual o míssil número 886847349 foi fornecido: seu nome verdadeiro é 221ª brigada de defesa aérea […] Ela tinha em serviço sistemas de defesa aérea Buk e, depois do colapso da URSS, a unidade foi incluída nas Forças Armadas da Ucrânia", ressaltou Nikolai Parshin, chefe da Direção de Artilharia e Mísseis do Ministério da Defesa russo.

Mais tarde, acrescentou, a unidade recebeu o nome do 223º regimento de defesa aérea, estando este deslocado atualmente na cidade de Stryi e continuando a dispor de sistemas Buk.

"Vale destacar que várias unidades do 223º regimento participaram várias vezes desde 2014 na chamada operação antiterrorista nas regiões de Donetsk e Lugansk", acrescentou Parshin.

O porta-voz do ministério, Igor Konashenkov, sublinhou, por sua parte, que os vídeos usados pela comissão internacional como provas do envolvimento do sistema russo Buk no incidente são falsos como demonstraram os resultados da análise das gravações.

"Assim, a ilusão de a câmera estar se movendo e a alteração da distância focal foi criada por meio de animação de uma cena estática. Para isso aponta, inclusive, a falta de movimento das folhas, árvores e arbustos", frisou Konashenkov.

Além de estar envolvida na tragédia do MH17, a Ucrânia manipulou também a investigação, afirmou o ministério, apresentando como prova uma conversa gravada de militares ucranianos que, segundo a análise fonoscópica, teve lugar na região de Odessa em 2016 antes de umas manobras.

Segundo Konashenkov, a voz pertence ao coronel do exército ucraniano Ruslan Grinchak. Ele comandou até 2015 a 164ª brigada, cujos radares controlavam o espaço aéreo sobre Donbass.

Durante a conversa, o militar ucraniano, que conhecia perfeitamente a situação no espaço aéreo de Donbass, pronunciou a frase "abater mais um Boeing malaio", o que aponta para o envolvimento direto das forças ucranianas na queda do avião.

Caso MH17

Em 17 de julho de 2014, um Boeing 777 da companhia Malaysia Airlines, que fazia o voo MH17 de Amsterdã para Kuala Lumpur, foi atingido por um míssil quando sobrevoava a região de Donetsk, no leste da Ucrânia. A bordo da aeronave seguiam 298 pessoas, a maioria holandeses; não houve sobreviventes.

Kiev acusou a milícia de Donbass pela catástrofe, que negou as acusações, afirmando que as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk não dispunham de armas capazes de abater uma aeronave.

Mais tarde, o Centro Comum de Investigação (JIT, em inglês) apresentou os resultados preliminares da segunda investigação da tragédia, segundo a qual o sistema Buk que derrubou o Boeing da Malásia veio das Forças Armadas da Rússia.

Moscou não reconheceu os resultados, argumentando que a equipe do JIT tinha ignorado dados e testemunhas da parte russa.

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