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Erdogan: Rússia e Turquia decidirão que grupos deixarão zona de Idlib

Rússia e Turquia irão determinar em conjunto quais grupos radicais deverão deixar o território da zona desmilitarizada de Idlib, na Síria, segundo afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, neste domingo.
Sputnik

"Durante negociações sobre Idlib em Sochi, nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região", disse Erdogan em artigo publicado pelo jornal russo Kommersant

Ainda de acordo com o líder turco, Washington segue atrapalhando o equilíbrio na região com seu apoio às Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e ao Partido da União Democrática (PYD) na Síria, considerados adversários de Ancara.

"Infelizmente, vemos que o apoio extraordinário que tem sido prestado recentemente, especialmente pelos Estados Unidos, às forças do YPG e do PYD, continua. Tais …

MRE da Rússia: EUA tentam prolongar artificialmente conflito na Síria salvando terroristas

Os Estados Unidos estão tentando prolongar artificialmente o conflito na Síria salvando terroristas e preservando sua presença ilegal no país árabe, declarou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.


Sputnik

A chancelaria russa apontou a tensão crescente na província síria de Idlib devido à alta concentração de militantes.

Jihadistas de Frente al-Nusra affiliada a Al-Qaeda entram na cidade de Aleppo no norte da Síria
Terroristas da Frente al-Nusra na Síria © AFP 2018 / AMC / FADI AL-HALABI

"A tensão na Síria e em torno dela está crescendo, a situação mais complicada está em Idlib, onde se pode notar escalada de tensões devido à alta concentração de terroristas", disse Zakharova.

Segundo a diplomata, os militantes em Idlib estão se preparando para uma ofensiva a Aleppo e Hama e uma defesa duradoura.

"Os militantes estão tomando medidas ativamente para centralizar o comando, preparar-se para uma defensiva duradoura, estão eliminando líderes de grupos de oposição, bem como treinam opções de ofensivas em direção a Aleppo e Hama", acrescentou Zakharova.

Segundo a chancelaria, estes preparativos têm por objetivo mudar a situação na Síria que no último ano e meio "mudou de direção rumo à regulação e estabilização" e por trás disso está o desejo dos EUA de preservar sua presença no país árabe.

"Vimos nestas ações de Washington uma tentativa de prolongar artificialmente o confronto e derrame de sangue fratricídio na Síria salvando terroristas ligados à Al-Qaeda [grupo terrorista proibido na Rússia]", ressaltou.

Vários territórios ao redor da cidade de Idlib estão ocupados agora por membros de grupos terroristas diferentes que eventualmente atacam posições do exército sírio.

As tensões na região aumentaram em meio às informações da mídia ocidental apontando possível ataque químico das forças governamentais sírias. O Ministério da Defesa russo, por sua vez, comunicou em várias ocasiões sobre sinais de encenação de um ataque químico na província orquestrado por militantes com a ONG Capacetes Brancos.

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