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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Navio russo revelaria segredos do próximo ataque norte-americano contra Síria

O mundo está acompanhando de perto o envio de navios de guerra norte-americanos ao mar Mediterrâneo e o aumento do grupo naval russo junto à costa síria. Entretanto, a chegada à região de um pequeno navio de reconhecimento russo, Yuri Ivanov, passou despercebida, mas tem importância fundamental.


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Um pequeno navio russo especializado em missões de inteligência, o Yuri Ivanov, entrou recentemente no Mediterrâneo. Obviamente, a composição precisa do equipamento desse navio está classificada.

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Pequeno navio de reconhecimento russo, Yuri Ivanov | Reprodução

Os analistas Mikhail Moshkin e Oleg Moskvin revelaram em seu artigo para a revista russa Vzglyad que o objetivo dos navios desse tipo vai mais além de fornecer comunicação e controle da frota, realizar tarefas de inteligência de sinais e guerra eletrônica. Realiza também a vigilância dos componentes do sistema de defesa antimísseis e antiaérea dos EUA, bem como de seus sistemas de ataque. Além disso, o Yuri Ivanov é capaz de designar alvos para outros meios de ataques terrestres, navais e até mesmo submarinos.

Os comandos dos EUA e de seus parceiros da OTAN entendem a importância desse navio, por isso no Canal da Mancha o Yuri Ivanov foi acompanhado por um caça-minas britânico. Além disso foi escoltado pelo navio francês Tethys.

"O navio de reconhecimento analisa informações de intercepção de comunicações e os dados de inteligência de sinais. Com base em tudo isso, o grupo de análise pode revelar onde e quando será realizado um ataque com armas de precisão", explicou o vice-comandante da Força Aérea aposentado, tenente-general Aitech Bizhev.

É precisamente esse tipo de ataque que os EUA estão preparando agora na Síria, observam os autores.

"Acredito que o Yuri Ivanov é capaz de detectar o lançamento de mísseis norte-americanos no Mediterrâneo. Este navio conta com um equipamento muito sério. A bordo estão concentrados desenvolvimentos e tecnologias, provavelmente os mais avançados que temos", comentou o analista militar, capitão-de-mar-e-guerra Vasily Dandykin.

Segundo o especialista militar, o Yuri Ivanov é um navio especial que permite "ver muito longe, mais além do Mediterrâneo". Supõe-se que, em caso de um lançamento de mísseis Tomahawk contra a Síria, o navio poderia rapidamente analisar a telemetria dos mísseis e definir os alvos para a defesa aérea síria. Além disso, a embarcação é capaz de rastrear todo o processo de preparação do ataque: linhas de comunicação, detalhes técnicos, etc.

Provavelmente, o comando militar russo decidiu que agora o Yuri Ivanov é necessário nessa região, sublinharam os jornalistas.

Recentemente, um submarino norte-americano armado com mísseis Tomahawk entrou no mar Mediterrâneo e reforçou o grupo naval dos EUA que já tinha lá dois submarinos nucleares com mísseis de cruzeiro e dois destróieres, o USS Carney e o USS Ross, equipados com mísseis.

Ao golfo Pérsico chegou também o destróier USS The Sullivans com 56 mísseis de cruzeiro a bordo. Além disso, um bombardeiro estratégico B-1B da Força Aérea dos EUA com 24 mísseis de cruzeiro ar-terra AGM-158 JASSM foi transferido para a base aérea de Al-Udeid no Qatar.

Depois do ataque de abril contra a Síria, os norte-americanos declararam repetidamente que estão dispostos a realizar outro, se o considerarem necessário. O presidente dos EUA, Donald Trump, não para de advertir contra o "derramamento de sangue" em Idlib. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, considera que os EUA estão preparando-se para responder a um novo cenário sobre um suposto uso de armas químicas na Síria.

A Rússia também aumentou a presença de seus navios no Mediterrâneo e realizou exercícios nessa região que envolveram 26 navios e 34 aviões.

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