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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Navios de guerra do Japão e Reino Unido fazem exercícios na mar do Sul da China

O maior navio de Guerra do Japão, o porta-helicópteros Kaga, juntou-se à fragata britânica HMS Argyll, no oceano Índico. O movimento, anunciado nesta quarta-feira (26), ocorreu enquanto a embarcação britânica se dirigia ao mar do Sul da China e Leste asiático.


Sputnik

Os britânicos e os japoneses são aliados próximos dos Estados Unidos e têm um objetivo comum de conter a crescente influência da China sobre a região. Eles temem que as águas do mar do Sul da China, uma importante rota de comércio que liga a Ásia com a Europa e os Estados Unidos, fique sob influência direta dos chineses.

Marinheiro britânico perto do navio de guerra HMS Albion
Tropas britânicas embarcando no HMS Albion © AP Photo / Alvaro Barrientos

"Nós temos laços tradicionais com a Marinha britânica e somos ambos aliados dos EUA e esses exercícios são uma oportunidade para fortalecer nossa cooperação", afirmou Kenji Sakaguchi, o comandante da Força Marítima de auto Defesa.

Ele acrescentou que quanto mais frequente é a presença da Marinha Real britânica na região, melhores são as chances de que as duas marinhas possam treinar juntas e de se aproximarem no futuro.

A chegada do Argyll à região se soma à chegada, no mês passado, de um navio anfíbio de assalto da Marinha britânica, o Albion. A presença do navio foi considerada uma forma de desafiar a China e suas reivindicações territoriais. Ele estabeleceu um trajeto a caminho do Vietnã partindo do Japão e passando próximo às bases chinesas nas ilhas Paracel durante uma operação de liberdade de navegação.

A China enviou um navio de Guerra e helicópteros para conter a presença britânica, alertando Londres de que ações similares no futuro poderiam criar perigos sobre a possibilidade de acordos comerciais com a China após a saída do Reino Unido da União Europeia.

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