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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
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O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

O curioso caso do porta-aviões chinês: Não há caças o suficiente para ele

A China tem ostentado seu novo porta-aviões pelos mares asiáticos, mas enfrenta um problema incomum: não tem caças suficientes para encher os dois navios.


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O Liaoning pode transportar 40 aeronaves, mas operar com um sistema de decolagem curto e de recuperação em vez de uma catapulta significa que boa parte de suas forças aéreas são aeronaves de asas rotativas: helicópteros. Ele carrega apenas 26 dos caças Shenyang J-15 baseados no porta-aviões das Forças Armadas da China. Quando o Type 001A, agora em seu segundo estágio de testes no mar, começar as patrulhas ativas nos próximos meses, ele não terá suficientes J-15s para formar um esquadrão completo: de acordo com o PLA Daily, o serviço tem apenas 40 dos jatos.

Nesta foto sem data divulgada pela Agência de Notícias Xinhua da China, disponibilizada no domingo, 25 de novembro de 2012, um jato de carga J-15 transportado por um porta-aviões decola do Liaoning.
J-15 decolando do Liaoning © AP Photo/ Zha Chunming

O amor pela quarta geração do jato J-15 é raramente mostrado nos círculos chineses. O Asia Times observou que a mídia chinesa menosprezou o avião de várias maneiras, inclusive referindo-se a ele como um "peixe chacoalhando" por sua incapacidade de operar efetivamente com porta-aviões chineses, que lançam aviões de asa fixa por a partir de uma rampa inclinada na proa do navio.

Os motores e o peso avantajado do J-15 limitam severamente sua capacidade de operar de forma eficaz: com 17,5 toneladas de peso vazio, ele é melhor para porta-aviões. O F-18 da Marinha dos EUA, em comparação, pesa apenas 14,5 toneladas.

O exército chinês provavelmente instalará um sistema de lançamento de catapultas. O projeto já está em andamento, de acordo com fotos vazadas da empreitada. A Marinha dos EUA usou catapultas durante décadas, juntamente com o porta-aviões francês, o Charles de Gaulle. As catapultas lançam o avião para a frente rapidamente, com seus motores já em velocidade máxima, o que permite obter uma maior velocidade de decolagem e, portanto, transportar mais armamentos e combustível.

Porta-aviões chinês Liaoning

No início de julho, a Sputnik informou que as Forças Armadas da China pretendiam substituir o J-15, que também sofre com problemas importantes em seu sistema de controle de voo e tem registrado vários acidentes de alto nível nos últimos anos. Algumas fontes especulam que o novo avião pode ser baseado no JC-31 Gyrfalcon, uma aeronave de teste também construída pela Shenyang Aircraft Corporation.

Um "novo caça baseado para substituir o J-15" está sendo desenvolvido, disse o general Zhang Honghe, vice-chefe da Força Aérea em julho.

A Sputnik debateu o assunto com o especialista militar russo Vassily Kashin na época. Ele disse não acreditar no desenvolvimento do novo avião em um futuro próximo. Para Kashin, o J-15 recebeu várias atualizações recentemente e deve continuar a servir como a espinha dorsal da força aérea chinesa pelo menos até os primeiros anos da década de 2020.

"Anos atrás, os chineses decidiram poupar dinheiro e, em vez de comprarem vários Su-33 da Rússia para sua subsequente produção de licenças na China, optaram por um protótipo do Su-33 na Ucrânia", disse o Kashin. O Su-33 de Sukhoi começou como uma modificação do antigo Su-27 Flanker, para ser usado no próprio porta-aviões Admiral Kuznetsov, da Marinha russa, um navio irmão do Liaoning com a mesma rampa de lançamento.

O J-15 surgiu como uma engenharia reversa do protótipo e trouxe consigo todos os problemas desse processo, incluindo um entendimento incompleto das capacidades e limitações da estrutura, contou o especialista.

"Como resultado, o desenvolvimento do J-15 levou mais tempo e mais dinheiro do que o esperado, e os primeiros aviões mostraram-se menos confiáveis", destacou Kashin. "Ao gastar um pouco mais de tempo e dinheiro, os chineses aparentemente resolverão os problemas que têm agora e terão um caça razoavelmente confiável e poderoso."

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