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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Para que é que Crimeia precisa de mais divisões de mísseis S-400?

Recentemente, foi informado que uma terceira divisão do sistema de mísseis russo S-400 Triumph entrou em serviço na cidade de Eupatória, na Crimeia. Um cientista político falou com a Sputnik para explicar o significado do evento no contexto da defesa das fronteiras aérea russas.


Sputnik

As primeiras duas divisões entraram em serviço em janeiro de 2017, na cidade de Teodósia, e em janeiro de 2018, em Sevastopol.

Sistema de defesa antiaérea S-400
S-400 Triumph © Sputnik / Grigory Sysoev

Mais cedo, uma fonte militar informou a Sputnik que as autoridades locais planejam introduzir mais uma, a 4ª divisão do mesmo sistema de defesa antiaérea no território da península.

Ao falar com o serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista político e professor da ciência política comparativa da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Yuri Pochta, explicou a razão de as autoridades russas se preocuparem cada vez mais com a proteção das fronteiras aéreas da Crimeia.

"A instalação de mais uma divisão dos S-400 [na Crimeia] significa que o espaço aéreo da Crimeia, especialmente do lado do mar Negro, passa a ser controlado a partir de agora. A Crimeia não é apenas uma parte do território russo. A Crimeia passou a ser uma parte integrante do complexo de defesa da Federação da Rússia", detalhou.

De acordo com Pochta, tais armamentos "se tornam muito importantes e atuais hoje em dia".

"Nossas tropas recebem cada vez mais armamentos modernos. Aí, certas declarações ou movimentações dos nossos vizinhos (ou de países que ficam bem longe de nós mas que percorrem a área do mar Negro a toda a hora) não representarão uma ameaça inesperada para nosso país", disse o cientista político.

Vale ressaltar que o complexo russo S-400 Triumph é destinado a interceptar todos os meios de ataque aéreos modernos, inclusive bombardeiros estratégicos, mísseis balísticos e de cruzeiro, bem como atingir alvos terrestres. O sistema é capaz de interceptar alvos a uma distância de até 600 quilômetros, eliminá-los a 400 quilômetros e na altitude de 30 quilômetros.

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