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Erdogan: Rússia e Turquia decidirão que grupos deixarão zona de Idlib

Rússia e Turquia irão determinar em conjunto quais grupos radicais deverão deixar o território da zona desmilitarizada de Idlib, na Síria, segundo afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, neste domingo.
Sputnik

"Durante negociações sobre Idlib em Sochi, nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região", disse Erdogan em artigo publicado pelo jornal russo Kommersant

Ainda de acordo com o líder turco, Washington segue atrapalhando o equilíbrio na região com seu apoio às Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e ao Partido da União Democrática (PYD) na Síria, considerados adversários de Ancara.

"Infelizmente, vemos que o apoio extraordinário que tem sido prestado recentemente, especialmente pelos Estados Unidos, às forças do YPG e do PYD, continua. Tais …

Politólogo comenta palavras da Ucrânia sobre possibilidade de 'reduzir Rússia a pó'

O ex-ministro da Economia ucraniano declarou que se poderia "reduzir a Rússia a pó". O politólogo Vladimir Kireev expressou ao serviço russo da Rádio Sputnik a sua opinião, por que os políticos ucranianos se permitem fazer tais declarações agressivas.


Sputnik

O ex-ministro da Economia ucraniano, Viktor Suslov, opina que é possível "reduzir a Rússia a pó", se o país não tiver armas nucleares. O político fez essa declaração em entrevista ao canal 112 Ucrânia quando falava sobre as manobras Vostok 2018.

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Ex-ministro da Economia ucraniano, Viktor Suslov

De acordo com o ex-ministro, os exercícios militares da Rússia se destinam a que os outros países evitem ter conflitos militares com ela.

"Se a Rússia não fosse uma potência nuclear, tudo já teria sido resolvido de um modo muito mais simples: a OTAN já teria reduzido Rússia a pó há muito tempo. Por isso eles demonstram seus músculos, para mostrar que isso dificilmente resultaria, pelo menos, hoje", disse Suslov.

Comentando a declaração do ex-ministro-ucraniano ao serviço russo da Rádio Sputnik, o politólogo Vladimir Kireev destacou a sua agressividade injustificada.

"Queria chamar a atenção para o caráter agressivo das declarações dos políticos ucranianos. Porque por parte da Rússia, dos representantes do país, não há quaisquer declarações duras, agressivas em relação à Ucrânia. Já os políticos ucranianos se permitem tais declarações. Surge a impressão que a nível do sistema de administração do Estado da Ucrânia há o desejo de exprimir essa agressividade", opina o analista.

Para ele, é incorreto comparar as relativamente modestas capacidades militares da Ucrânia com as da Rússia, que não são equivalentes: tanto a experiência dos militares russos, como a responsabilidade dos dirigentes são maiores, bem como o potencial da indústria militar da Rússia não podem ser comparados com o ucraniano.

"Aqui surge uma pergunta: até que ponto tais declarações são independentes? Porque elas aparecem no seguimento das declarações dos líderes ocidentais, inclusive dos que querem atacar a Síria. Isso revela que os políticos ucranianos não agem de modo independente, e as palavras deles são parte da estratégia ocidental para desencadear um conflito com a Rússia", disse Vladimir Kireev.

As manobras Vostok 2018 estão decorrendo entre 11 e 17 de setembro na região do Extremo Oriente da Rússia e nas águas adjacentes do Pacífico. Além das forças de terra, mar e ar da Rússia, tropas da China e da Mongólia também participaram de uma das etapas dos exercícios, dando um caráter internacional às manobras.

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