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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Por que 8 Forças Aéreas da OTAN têm como destino final a Ucrânia?

Soldados de oito países militares, inclusive dos EUA, vão se agrupar na Ucrânia no próximo mês para o maior exercício de aviação do país até o momento.


Sputnik

A base aérea de Starokonstantinov, localizada a 240 quilômetros da capital ucraniana, receberá 950 oficiais dos EUA, Bélgica, Dinamarca, Estônia, Holanda, Polônia, Romênia e Reino Unido – participantes do exercício multinacional Clear Sky (Céu Limpo), reportou o Stars and Stripes na quarta-feira (19).

Bandeiras dos EUA e da OTAN na base aérea militar em Siauliai, Lituânia, 27 de abril de 2017
© REUTERS / Ints Kalnins

Segundo o jornal militar, soldados treinarão soberania e interdição aérea, integração ar-terra, operações de mobilidade aérea, avaliação aeromédica, defesa cibernética e outros treinamentos.

O anúncio dos exercícios surgiu depois de o governo ucraniano ter se manifestado sobre os planos de criação de uma nova base militar no mar de Azov.

Na terça-feira (18), Kurt Volker, representante especial dos EUA para negociações na Ucrânia, disse que "em qualquer lugar" onde existam lacunas nas capacidades militares ucranianas, os EUA "estão preparados para sentar e conversar com a Ucrânia sobre suas necessidades. Eles podem comprar coisas através de nossas vendas militares estrangeiras".

A Ucrânia não é país-membro da OTAN, mas mostrou interesse em se juntar à Aliança, que avançou lentamente para o leste desde o fim do socialismo na Europa Oriental. O interesse da Ucrânia na OTAN vêm aumentando desde 2014, quando o governo pró-ocidental de direita chegou ao poder depois que o então presidente Viktor Yanukovich se retirou da proposta comercial com a União Europeia a favor de um acordo alternativo russo.

No fim do mês passado, o assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, ao retornar de Kiev, afirmou à Reuters que a Ucrânia avançou em seus esforços para aderir à OTAN, no entanto, há muito trabalho a ser feito.

Bolton sublinhou a repórteres que é perigoso não resolver a crise na Ucrânia, referindo-se à votação da República da Crimeia em 2014 para se juntar à Rússia e se manter independente.

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