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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

Por que Marinha russa não precisa de porta-helicópteros?

A Rússia é capaz de construir porta-helicópteros, mas sua utilização pela Marinha do país tem desvantagens, acredita o ex-comandante da Frota do Báltico russa, almirante Vladimir Valuev.


Sputnik

O comentário vem após o ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Denis Manturov, ter dito que os produtores russos podem construir porta-helicópteros e estão prontos a vendê-los a clientes estrangeiros caso haja interesse.

Porta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral
Porta-helicópteros Vladivostok, da Classe Mistral © AP Photo / Laetitia Notarianni

Porém, o ex-comandante Valuev duvida que a Rússia precise deste tipo de navios.

"Nossa indústria naval é capaz de produzir qualquer tipo de navios. Mas a necessidade de construir navios de superfície ou submarinos deve ser argumentada pela doutrina de cada país. Após considerar todos os prós e contras, nossas autoridades militares chegaram à conclusão de que a construção de porta-helicópteros para a Marinha russa é pouco prática, pois suas funções [de porta-helicópteros] duplicariam as de outras armas, incluindo navios de desembarque", detalhou o almirante.

Valuev também ressaltou que, nas condições atuais, quando possíveis adversários da Rússia possuem armas de alta precisão, porta-helicópteros acabam sendo um "alvo flutuante".

"Neste caso, um porta-helicópteros dura poucas horas, sendo o alvo principal dos mísseis inimigos", sublinhou.

Mesmo assim, o militar concordou com o ministro da Indústria e Comércio que os estaleiros russos têm todas as competências para construir tais navios para exportação.

Antes, a Rússia planejava comprar porta-helicópteros à França. O acordo de venda de dois navios Mistral foi firmado em 2011, mas em 2015 as partes decidiram rescindir o contrato devido às sanções antirrussas.

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