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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Poroshenko, presidente da Ucrânia, promete tirar Marinha russa da Crimeia

Nesta quinta-feira (20), o presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko, em discurso anual na Suprema Rada (parlamento ucraniano) aos deputados, abordou a situação interna e externa do país.


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Durante o discurso, o líder ucraniano declarou que quando Kiev retomar a Crimeia, tirará a base russa da Frota do Mar Negro de Sevastopol. 

Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko em Kiev
Pyotr Poroshenko © Sputnik / Nikolay Lazarenko

"Propõe-se eliminar a norma da constituição, que permite basear a Frota do Mar Negro na Ucrânia", disse em pronunciamento.

Além disso, o presidente ucraniano afirmou que o país segue com convicção em direção à União Europeia e à OTAN e apenas se aderindo a essas estruturas, a paz e a segurança serão garantidas. Ele salientou que Kiev continuará a se integrar no espaço da UE e pediu ao parlamento para acelerar a implementação do acordo sobre associação. O ritmo da implementação do acordo, na opinião dele, é insatisfatório.

Ele também ressaltou que é preciso liderança militar para acelerar a conquista do setor de defesa da Ucrânia nos padrões da OTAN.

Em relação ao conflito militar no sudeste do país, Poroshenko afirmou que a coordenação dos parâmetros da manutenção da missão de paz em Donbass se tornará um progresso real na solução do conflito. E acrescentou que a missão deve ser necessariamente implantada em todo o território da Ucrânia.

"Isso permitirá criar condições para a implementação de parte dos acordos de Minsk, incluindo a retirada das tropas russas do território ocupado da Ucrânia", destacou.

O líder da Ucrânia salientou que as necessidades de defesa do país excedem as suas capacidades e que soluções "inovadoras" são necessárias nessa área.

"Nossas necessidades de defesa excedem exatamente nossas capacidades e devemos, junto com vocês, encontrar saídas originais; as forças armadas estão esperando por soluções inovadoras, soluções no setor de defesa. Exijo da liderança militar soluções assimétricas não padronizadas para quaisquer desafios e planos do inimigo", enfatizou.

Na opinião dele, há um "risco" de atenuar as sanções internacionais impostas contra a Rússia e prometeu não permitir isso.

"Seremos consistentemente contra às tentativas de aliviar a pressão das sanções contra a Rússia […] Tenho quase certeza que não permitiremos a retirada [das sanções], mas saibam, que há um risco de mitigação", disse o presidente ucraniano em seu discurso.

Além disso, ele afirmou que o fato da Rússia "tentar persistentemente retirar as sanções", indica que elas são eficazes.

As relações entre Rússia e Ucrânia se deterioraram depois da reunificação da Crimeia à Rússia em março de 2014 e início do conflito em Donbass, em abril do ano passado. Ademais, Kiev acusou Moscou no envolvimento dos assuntos internos do país. Moscou tem afirmado repetidamente que não faz parte do conflito interno ucraniano e tem interesse que a Ucrânia supere a crise política e econômica.

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