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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Putin e Erdogan se reúnem para discutir situação na província síria de Idlib

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se reuniram nesta segunda-feira em Sochi para estabelecer um compromisso sobre a província síria de Idlib, último reduto da oposição respaldada por Ancara e cujo controle Moscou quer devolver a Damasco.


EFE

Moscou - "Há muitas questões, algumas muito difíceis. Fico feliz em vê-lo, não só para trocar opiniões sobre esses assuntos, mas para buscar soluções", disse Putin a Erdogan ao início da reunião.

EFE/ Alexander Zemlianichenko
Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin | EFE/ Alexander Zemlianichenko

O presidente turco, por sua vez, mostrou confiança de o encontro terminar com uma "declaração que será uma nova esperança para toda a região".

"Nossa solidariedade nos assuntos regionais faz com que os povos da região confiem na cooperação (entre Rússia e Turquia). Creio que não só a região, mas todo o mundo aguarda nossa reunião de hoje", afirmou Erdogan, citado pela agência "Interfax".

A Rússia, assim como o Irã, defende a necessidade de o exército governamental sírio lançar o mais rápido possível uma ofensiva em Idlib, que segundo Moscou se transformou em um "ninho de terroristas" que deve ser liquidado.

Cerca de 3 milhões de pessoas vivem na província, fronteiriça com a Turquia, entre elas um bom número de opositores deslocados de antigos redutos insurgentes que já foram conquistados pelas forças de Damasco.

Ancara, que tem soldados desdobrados em Idlib, insiste que uma ofensiva militar pode significar uma catástrofe para a população civil e desencadear uma nova onda de refugiados que tentariam se manter a salvo na Turquia.

Por sua vez, os Estados Unidos também exigiram que Rússia e Irã detenham a ofensiva das tropas do presidente da Síria, Bashar al Assad, contra Idlib.

"Quando a Rússia e o regime de Assad dizem que querem lutar contra o terrorismo, na verdade dizem que querem bombardear escolas, hospitais e casas. Querem castigar os civis que tiveram a coragem de se rebelar contra Assad", denunciou a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.

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