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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Rússia começa as maiores manobras militares desde a Guerra Fria

Quase 300 mil oficiais participarão de exercícios até a próxima segunda-feira. Otan denuncia ensaio para um 'conflito em grande escala'.


France Presse

A Rússia iniciou nesta terça-feira (11) as maiores manobras militares de sua história, com quase 300 mil oficiais de todos setores das Forças Armadas e o apoio de soldados chineses, o que a Otan denuncia como um ensaio para um "conflito em grande escala".

Helicópteros militares sobrevoam região de Chita, na Rússia, nesta terça-feira (11) (Foto: Russian Defense Ministry Press Service pool photo via AP)
Helicópteros militares sobrevoam região de Chita, na Rússia, nesta terça-feira (11) (Foto: Russian Defense Ministry Press Service pool photo via AP)

O grande exercício, com as participações dos exércitos da China e da Mongólia, batizado como Vostok-2018 (Leste-2018), será realizado entre esta terça e a próxima segunda (17) na Sibéria Oriental e no Extremo Oriente russo.

"Vostok-2018 começou", afirmou o ministério da Defesa em um comunicado, acompanhado de um vídeo que mostra veículos blindados, helicópteros e aviões em movimento.

Esta terça-feira será dedicada ao deslocamento de tropas. A quarta-feira aos exercícios de luta antiaérea. O "principal evento" está programado para quinta-feira, segundo o ministério da Defesa, que não revelou detalhes.

O presidente russo, Vladimir Putin, deve acompanhar o Vostok-2018 à margem do Fórum Econômico do Extremo Oriente.

O exercício foi organizado em um contexto de tensão com o Ocidente, entre a crise ucraniana, a guerra na Síria e as várias acusações de interferência na política de países ocidentais, entre eles os Estados Unidos.

Contingente
Para o exército russo, a demonstração de força é similar ao "Zapad-81" (Oeste-81), exercício que há quase 40 anos mobilizou entre 100 mil e 150 mil soldados do Pacto de Varsóvia no leste europeu, as maiores manobras organizadas no período soviético.

"Haverá um ar de Zapad-81, mas mais imponente de certa maneira", declarou no final de agosto o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, detalhando o contingente esperado: 300 mil soldados, 36 mil veículos militares, 1.000 aviões e 80 navios.

"Imagine 36 mil veículos militares se movendo ao mesmo tempo: tanques, blindados de transporte de tropas, veículos de combate de infantaria. E tudo isso, é claro, em condições próximas a uma situação de combate", explicou.

Armas modernas

Todo o repertório moderno do exército russo será exibido: mísseis Iskander, capazes de transportar ogivas nucleares, tanques T-80 e T-90 e os recentes caças de combate Su-34 e Su-35. No mar, a frota russa implantará várias fragatas equipadas com mísseis Kalibr, que provaram seu valor na Síria.

Os exercícios militares anteriores da Rússia na região, Vostok-2014, reuniram 155 mil soldados

Mas no ano passado, as manobras Zapad-2017 (Oeste-2017), organizadas nas portas da União Europeia, implicaram 12.700 homens segundo Moscou, enquanto a Ucrânia e os países bálticos citaram um contingente muito maior.

Otan: 'ensaio para conflito de grande escala'

Como era esperado, a Otan denunciou as manobras, ao afirmar que a "Rússia se concentra em preparar um conflito militar de grande escala".

"Encaixa com uma tendência que se observa há muito tempo, a de uma Rússia mais assertiva, que aumenta drasticamente seu orçamento de Defesa e sua presença militar", declarou o porta-voz da Aliança, Dylan White.

Aumento dos exercícios militares

Desde 2014, com o início da grave degradação das relações entre Moscou e o Ocidente, a Rússia aumentou seus exercícios militares, do Cáucaso ao Báltico e até no Ártico, enquanto denuncia a expansão em suas fronteiras da Otan, uma ameaça fundamental à sua segurança de acordo com a nova doutrina militar russa adotada ano passado.

As manobras russas no Extremo Oriente foram precedidas de exercícios no Mediterrâneo, de 1 a 8 de setembro, nos quais participaram mais de 25 navios e 30 aviões, em um contexto de fortalecimento da presença russa na Síria, onde país atua militarmente desde 2015.

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