Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Rússia começa as maiores manobras militares desde a Guerra Fria

Quase 300 mil oficiais participarão de exercícios até a próxima segunda-feira. Otan denuncia ensaio para um 'conflito em grande escala'.


France Presse

A Rússia iniciou nesta terça-feira (11) as maiores manobras militares de sua história, com quase 300 mil oficiais de todos setores das Forças Armadas e o apoio de soldados chineses, o que a Otan denuncia como um ensaio para um "conflito em grande escala".

Helicópteros militares sobrevoam região de Chita, na Rússia, nesta terça-feira (11) (Foto: Russian Defense Ministry Press Service pool photo via AP)
Helicópteros militares sobrevoam região de Chita, na Rússia, nesta terça-feira (11) (Foto: Russian Defense Ministry Press Service pool photo via AP)

O grande exercício, com as participações dos exércitos da China e da Mongólia, batizado como Vostok-2018 (Leste-2018), será realizado entre esta terça e a próxima segunda (17) na Sibéria Oriental e no Extremo Oriente russo.

"Vostok-2018 começou", afirmou o ministério da Defesa em um comunicado, acompanhado de um vídeo que mostra veículos blindados, helicópteros e aviões em movimento.

Esta terça-feira será dedicada ao deslocamento de tropas. A quarta-feira aos exercícios de luta antiaérea. O "principal evento" está programado para quinta-feira, segundo o ministério da Defesa, que não revelou detalhes.

O presidente russo, Vladimir Putin, deve acompanhar o Vostok-2018 à margem do Fórum Econômico do Extremo Oriente.

O exercício foi organizado em um contexto de tensão com o Ocidente, entre a crise ucraniana, a guerra na Síria e as várias acusações de interferência na política de países ocidentais, entre eles os Estados Unidos.

Contingente
Para o exército russo, a demonstração de força é similar ao "Zapad-81" (Oeste-81), exercício que há quase 40 anos mobilizou entre 100 mil e 150 mil soldados do Pacto de Varsóvia no leste europeu, as maiores manobras organizadas no período soviético.

"Haverá um ar de Zapad-81, mas mais imponente de certa maneira", declarou no final de agosto o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, detalhando o contingente esperado: 300 mil soldados, 36 mil veículos militares, 1.000 aviões e 80 navios.

"Imagine 36 mil veículos militares se movendo ao mesmo tempo: tanques, blindados de transporte de tropas, veículos de combate de infantaria. E tudo isso, é claro, em condições próximas a uma situação de combate", explicou.

Armas modernas

Todo o repertório moderno do exército russo será exibido: mísseis Iskander, capazes de transportar ogivas nucleares, tanques T-80 e T-90 e os recentes caças de combate Su-34 e Su-35. No mar, a frota russa implantará várias fragatas equipadas com mísseis Kalibr, que provaram seu valor na Síria.

Os exercícios militares anteriores da Rússia na região, Vostok-2014, reuniram 155 mil soldados

Mas no ano passado, as manobras Zapad-2017 (Oeste-2017), organizadas nas portas da União Europeia, implicaram 12.700 homens segundo Moscou, enquanto a Ucrânia e os países bálticos citaram um contingente muito maior.

Otan: 'ensaio para conflito de grande escala'

Como era esperado, a Otan denunciou as manobras, ao afirmar que a "Rússia se concentra em preparar um conflito militar de grande escala".

"Encaixa com uma tendência que se observa há muito tempo, a de uma Rússia mais assertiva, que aumenta drasticamente seu orçamento de Defesa e sua presença militar", declarou o porta-voz da Aliança, Dylan White.

Aumento dos exercícios militares

Desde 2014, com o início da grave degradação das relações entre Moscou e o Ocidente, a Rússia aumentou seus exercícios militares, do Cáucaso ao Báltico e até no Ártico, enquanto denuncia a expansão em suas fronteiras da Otan, uma ameaça fundamental à sua segurança de acordo com a nova doutrina militar russa adotada ano passado.

As manobras russas no Extremo Oriente foram precedidas de exercícios no Mediterrâneo, de 1 a 8 de setembro, nos quais participaram mais de 25 navios e 30 aviões, em um contexto de fortalecimento da presença russa na Síria, onde país atua militarmente desde 2015.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas