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Mídia europeia explica como sistema russo S-400 se tornou 'hit de exportações'

Os sistemas russos de defesa antiaérea S-400 têm gerado cada vez mais interesse por parte dos outros países e se tornaram mesmo um "hit de exportações" no mercado internacional de armamentos, opina a mídia alemã.
Sputnik

Segundo escreveu o jornal Die Welt, a China adquiriu este sistema em janeiro deste ano, a Turquia irá recebê-lo no ano que vem e, em outubro passado, a Índia passou também a estar entre os importadores desta arma, assinando um contrato no valor de mais de 5 bilhões de dólares (quase 19 bilhões de reais) com a empresa estatal russa de exportação de armas.


Em opinião dos especialistas citados pela edição, no que tange às características técnicas, os complexos S-400 superam os análogos norte-americanos. Em particular, os S-400 são capazes de eliminar alvos diferentes em altitudes de até 30 quilômetros, em um raio de 400 quilômetros, podendo ser equipados com mísseis de alcances diferentes.

Já o conhecido sistema norte-americano Patriot, instalado inclusive na Europ…

Síria 'se prepara para enfrentar' outro ataque dos EUA

O ruído mediático ao redor de um "iminente ataque químico na Síria", ao qual os EUA ameaçam responder militarmente, leva os sírios a se prepararem para uma nova chuva de mísseis. O risco de escalação permanece alto, embora haja esperança de que o ataque seja mais limitado do que os anteriores, opina o especialista australiano.


Sputnik

Enquanto os EUA estão procurando fazer passar a ideia de que o governo sírio pode provocar uma resposta bélica duma superpotência justo antes de liberar a sua última província sob o controle de terroristas e opositores armados, a inteligência russa procura prevenir a falsificação e posterior escalação militar ao denunciar publicamente os planos dos radicais de provocar a intervenção americana.

Lançamento de um míssil na Síria (imagem ilustrativa)
© Sputnik / Mikhail Voskresensky

Devido a estes fatores, o tema tem estado rodeado de grande atenção pública, o que pode deter o desenvolvimento negativo dos acontecimentos, ressalta num comentário para Sputnik Internacional o especialista em política internacional da Universidade de Sydney, Tim Anderson.

No entanto, o ataque norte-americano "ainda pode ocorrer", embora Anderson mantenha a esperança de que não tenha um impacto drástico sobre a balança de forças. Mesmo assim, os sírios estão se preparando para enfrentar um possível bombardeamento.

"Há muita cooperação entre os patrocinadores dos grupos terroristas na Síria e seus contatos no terreno, revelada por muitas comunicações interceptadas. Creio que a gente não entendeu bem a [escala de] coordenação entre os militares dos EUA e os grupos terroristas na Síria e Iraque", destacou Anderson.

De acordo com o interlocutor de Sputnik, é possível que Washington tenha abandonado o objetivo de "mudar o regime" na Síria.

No mesmo tempo, Anderson considera que os EUA também não aceitariam um sistema político forte no país árabe. Eles se esforçarão por congelar a situação atual e impedir uma coordenação bem-sucedida entre Teerã, Bagdá e Damasco.

"Eles [os norte-americanos] estão procurando dividir o Irã e o Iraque e alimentar as tensões no Irã, Iraque, Síria, Líbano e também no Iêmen e na Palestina", ressaltou o especialista.

Afinal de contas, a eventual liberação de Idlib dos terroristas será "uma grande vitória na guerra na Síria" para Assad e seus aliados, e, depois da guerra, o país deverá manter boas relações com os seus vizinhos, sobretudo com a Turquia. Neste sentido, os esforços diplomáticos entre Moscou, Ancara e Teerã para encontrar um terreno comum são de alta importância, opina Anderson.

Nas últimas semanas, o Ministério da Defesa russo avisou várias vezes sobre provocações com o uso de armas químicas, que estariam sendo preparadas por terroristas dando pretexto para que os EUA, a França e o Reino Unido ataquem a Síria. Os três países já anteriormente lançaram ataques aéreos sobre instalações do governo sírio em resposta ao suposto uso de armas químicas.

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