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'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.
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Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer…

Advertência a Washington: ministro da Defesa chinês marca linha vermelha

As autoridades chinesas decidiram chamar a atenção para a crescente tensão em torno de Taiwan e voltar a marcar a linha vermelha nesse assunto. A mensagem de Pequim está dirigida aos EUA, dizem especialistas chineses e russos entrevistados pela Sputnik.


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As Forças Armadas chinesas tomarão todas as medidas para evitar que Taiwan tente se separar formalmente da China, disse em 25 de outubro o ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, na cerimônia de abertura do fórum de segurança Xiangshan, em Pequim.


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Ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe | Reprodução

Segundo o vice-diretor do Instituto de Assuntos Asiáticos e Africanos da Universidade Estatal de Moscou, Andrei Karneev, é de fundamental importância que tenha sido o ministro da Defesa chinês quem fez as declarações sobre a situação em torno de Taiwan.

"Isso mostra que a solução militar desse assunto ainda não foi descartada por Pequim, embora seja dada prioridade ao diálogo pacífico entre as duas partes. Entretanto, a crescente cooperação militar entre os EUA e Taiwan está preocupando as autoridades chinesas."

O especialista não duvida que certas palavras do ministro são dirigidas precisamente aos EUA.

"Era a Washington a quem se referia Wei Fenghe quando disse que a China se opõe às provocações usadas para alcançar os interesses de certos países, às sanções arbitrárias unilaterais e às ações militares unilaterais perigosas", disse o analista à Sputnik China.

O especialista chinês Chen Xiaoxiao, da Universidade de Jimei, também opinou que o discurso do ministro da Defesa tinha seu destinatário.

"Perante as políticas agressivas dos EUA, a China mostrou mais uma vez sua posição […] As Forças Armadas chinesas sublinham que seguem o caminho do desenvolvimento pacífico, mas ao mesmo tempo estão prontas para proteger a soberania nacional e a segurança", explicou Chen Xiaoxiao.

Segundo ele, com a chegada de Donald Trump, Washington declarou Pequim um "adversário estratégico" e começou a ajustar sua política em relação à China. As entradas de navios de guerra no estreito de Taiwan se tornaram mais frequentes e, além disso, foi aumentando o patrocínio em relação às autoridades de Taiwan.

Muitos especialistas acreditam que a possibilidade de um conflito militar direto entre os EUA e a China por causa de Taiwan é bastante baixa. Esta opinião é compartilhada, em particular, por Joseph Cheng, professor de Ciências Políticas da Universidade de Hong Kong.

"Em grande medida é um gesto político. O perigo de um conflito militar de grande escala no estreito de Taiwan é muito pequeno. Acredito que o governo dos EUA está bem ciente de que é provavelmente uma das linhas vermelhas mais importantes, das linhas vermelhas estratégicas e militares definidas pelas autoridades chinesas. É possível que o objetivo dessas declarações seja advertir os EUA que a China leva muito a sério essa linha vermelha", disse Cheng à Sputnik.

As relações oficiais entre as autoridades centrais chinesas e Taiwan cessaram em 1949, quando o governo do Kuomintang, liderado por Chiang Kai-shek, fugiu para Taipé após ser derrotado pelo Partido Comunista Chinês, estabelecendo na ilha a República da China. Os contatos informais foram retomados em 1980. Pequim não reconhece a independência de Taiwan e afirma que a ilha faz parte do seu território. Taiwan também não reconhece o governo central em Pequim.

A China tem repetidamente apelado aos outros países para cortarem seus laços com Taiwan. Pequim já criticou os Estados Unidos por manterem relações diplomáticas informais com Taiwan, apesar de terem formalmente aderido à política de "uma China Única".

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