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Diretor de Projetos da Marinha do Brasil diz que Programa Tamandaré não será afetado por cortes no orçamento

Convidado para falar a empresários catarinenses durante a reunião do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa), da Fiesc, o vice-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor de Projetos da Marinha do Brasil, garantiu na manhã desta quinta-feira que o bloqueio de verbas do governo federal não vai afetar o andamento do projeto de construção de quatro navios da Marinha em Itajaí.
Poder Naval

Ele confirmou que o recurso previsto para a empreitada, de R$ 2,5 bilhões, está contingenciado – mas acredita que isso será revertido no segundo semestre. – Esse projeto não tem volta. O Brasil e a Marinha precisam modernizar a frota – afirmou.

A Marinha foi a principal atingida pelo bloqueio de verbas no setor de Defesa, que soma R$ 13 bilhões. O recurso para as corvetas está com a Emgepron, empresa de projetos da Marinha que negocia os termos do contrato com o consórcio Águas Azuis, vencedor da concorrência pública para construção das embarcações.

O grupo tem entre as consorciadas a alemã Thys…

Alemanha reconhece que maior parte do seu equipamento militar não está operacional

O secretário de Estado adjunto da Defesa alemão, Peter Tauber, declarou que apenas uma terça parte do equipamento militar adotado em serviço em 2017 pode ser considerada em bom estado, comunicou o jornal alemão Stuttgarter Nachrichten.


Sputnik

Dos 97 veículos de combate entregues, apenas 38 estão totalmente operacionais, o que representa cerca de 37% do número total. Entretanto, o Bundeswehr tem a intenção de aumentar o índice de prontidão militar até 70%.


Caças alemães Tornado na base áerea de Incirlik, Turquia, janeiro de 2016
Caças-bombardeiros Tornado alemães © AFP 2018 / TOBIAS SCHWARZ / POOL

"Nós, como sempre, pensamos que a indústria é obrigada a atingir os índices indicados o mais rápido possível", indica o relatório de Tauber, segundo Stuttgarter Nachrichten.

O Ministério da Defesa alemão está especialmente preocupado com o estado dos veículos de combate de infantaria Puma — das 71 unidades adotadas em serviço, só 27 estão prontas para combate. A entidade não está satisfeita também com os aviões de transporte militar tático Airbus A400M — apenas 4 das 8 unidades estão operacionais. Quanto aos caças Eurofighter adquiridos pelas Forças Armadas, apenas 1 dos 4 está disponível.

Segundo a opinião de jornalistas alemães, os problemas são causados pelo envolvimento crescente da Alemanha nas operações militares da OTAN. O Bundeswehr participa em 15 missões da Aliança.

Anteriormente, especialistas da revista The National Interest disseram que o estado da Marinha alemã é vergonhoso para o país mais rico da Europa. Para os analistas, por causa do financiamento insuficiente e mau planejamento, a Marinha da Alemanha não está em condições de cumprir seus objetivos.

Matthias Hohn, parlamentar do Die Linke, criticou a situação em torno do novo equipamento, criticando a decisão da ministra da Defesa, Ursula von der Leyen ao "permitir que esta indústria multibilionária da indústria de armas às custas dos contribuintes", o que classificou como um "escândalo".

De acordo com Hohn, a Defesa não cumpriu seus próprios planos de prontidão crescente. "Novos equipamentos militares diretamente das linhas de produção da indústria de defesa não funcionam. É inaceitável aceitar equipamentos… e pagar por isso quando não funciona", afirmou o legislador.

A Alemanha investiu mais de US$ 44 bilhões em defesa em 2017, o nono maior gasto mundial, de acordo com estatísticas do Instituto de Pesquisa para a Paz Internacional de Estocolmo. O orçamento de defesa proposto em 2019 é de US$ 51,2 bilhões, US$ 4,7 bilhões a mais do que o previsto em 2018.

No início deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos aliados da Otan em Washington que gastem 4% do PIB em defesa, acima do padrão atual médio de 2%. Parlamentares alemães da oposição chamaram essas demandas de "absolutamente loucas", uma vez que não há nenhuma grande ameaça externa à Alemanha. De acordo com o legislador da Die Linke, Alexander Neu, apenas a indústria de defesa e os militares estavam interessados ​​em mais gastos, enquanto a população seria favorável a aumentar gastos com assistência social.

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