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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
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No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Análise: China demonstra a EUA quem manda no mar do Sul da China

O incidente perigoso de aproximação de um navio da Marinha da China com outro dos EUA no mar do Sul da China demonstrou que Pequim é capaz de complementar a sua tática diplomática com ações militares, no que poucos especialistas acreditavam até agora, escreveu a jornalista Irina Alksnis.


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De acordo com os militares dos EUA, citados pelo canal ABC, em 30 de setembro o destróier USS Decatur teve que manobrar para evitar uma colisão depois de o navio de guerra chinês Luyang ter se aproximado a uns 40 metros da sua proa com "advertências para que o Decatur deixasse a área".

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USS Decatur (DDG-73) | Reprodução

Isso não seria nada de especial, se o caso tivesse acontecido entre militares da OTAN e da Rússia, que têm confrontações regulares no mar e no espaço aéreo. Mas este talvez seja o primeiro caso com a Marinha da China na história atual.

Durante muitos anos a China tem aumentado seu potencial militar, gastando grandes recursos financeiros e esforços. O país ocupa o terceiro, ou por vezes o segundo lugar, pelo seu poderio militar nos diferentes rankings.

Por outro lado, a força de um exército se pode verificar apenas em ação. Mas a China sucessivamente tem evitado situações tensas e a confrontação direta. Como resultado, na mídia apareceu uma "psicanálise política" caseira sobre um alegado trauma psicológico chinês, causado por numerosos fracassos militares no passado do país.

Na esfera da economia e política global não há dúvidas quanto ao poderio da China. Porém, um país não pode se considerar como superpotência se não funcionam suas ferramentas militares. Mais cedo ou mais tarde, absolutamente todos os países com ambições sérias recorrem à força militar. Pequim arrisca permanecer em papeis de segundo plano no palco internacional se evitar qualquer confrontação militar.

A confirmação dessa versão pode ser vista no mar do Sul da China, onde há muito tempo que os militares americanos têm desafiado a parte chinesa.

Algumas zonas no mar do Sul da China e no mar da China Oriental são disputadas por países como a China, Filipinas, Japão e Vietnã. Pequim pretende ter a posição dominante na região e constrói ilhas artificiais, ampliando à conta disso suas águas territoriais.

Os EUA não estão contentes e consideram que essas ações chinesas minam sua hegemonia na região. Então, os navios de guerra americanos se aproximam das ilhas disputadas, mas a China apenas expressa protestos oficiais e exige o fim das provocações.

Não é de admirar que tal posição chinesa começasse a ser percebida como um sinal de fraqueza e que surgissem dúvidas quanto às capacidades reais do exército chinês.

Por isso, o fato de que o navio chinês literalmente "empurrou" um destróier dos EUA para fora das águas disputadas é muito importante. Ele demostrou que Pequim abandonou a sua prática passiva de se limitar a protestos oficiais e evitar conflitos. A China começou a mostrar mais dureza e prontidão para usar a força na defesa de seus interesses.

O incidente indica que anteriormente a China se continha não por causa da ausência de vontade política perante a confrontação militar, mas, provavelmente, por causa da atitude tradicional chinesa, preferindo uma preparação minuciosa antes de se meter na briga.

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