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Área militar do governo brasileiro demonstra desconforto com suspensão de investigação do caso Queiroz

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Por Gerson Camarotti | G1

A avaliação de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro é que essa decisão tomada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), só faz prolongar o desgaste provocado pelo caso.

O ministro Luiz Fux atendeu pedido do deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi assessor. O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento.

Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro para suspender as investigações.

“Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou ao blog um auxilia…

Análise: EUA 'ficam com mãos desatadas' ao se retirarem do tratado nuclear

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev disse que a retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) "é inadmissível". Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista russo Lev Klepatsky avaliou o posicionamento dos EUA sobre a questão.


Sputnik

A saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário seria um erro, declarou o ex-líder soviético, que assinou o tratado em 1987 com o presidente Reagan, acrescentando que as decisões atingidas no quadro do acordo se tornaram uma grande vitória naquele tempo.

Bandeira dos Estados Unidos da América
© Foto : Pixabay

Ele sublinhou que "este assunto tem sido adiado, o processo de eliminação das armas nucleares parou", mas, em vez de continuar a apoiar o desarmamento, os políticos tomam tais decisões.

Em 20 de outubro, Donald Trump declarou a intenção dos EUA de se retirar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, explicando-a com alegadas violações da parte russa das condições do acordo.

O assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, apoia a ideia. Nesta segunda-feira (22), ele terá um encontro com o chanceler russo Sergei Lavrov. No decorrer da sua visita a Moscou, ele se encontrará também com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo o porta-voz do presidente russo, Putin e Bolton discutirão, evidentemente, a questão de mísseis de curto e médio alcance, sendo necessário obter algumas explicações da parte norte-americana.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor Lev Klepatsky, da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, avaliou a posição da parte norte-americana sobre o assunto.

"Se retirando desse acordo, os EUA ficam com as mãos desatadas. Eles estão revisando os planos de armamento das Forças Armadas. Uma vez que esse tratado impede o programa, então eles o abandonam. É uma lógica simples. Não são assuntos políticos, são assuntos de rearmamento das Forças Armadas", comentou Lev Klepatsky.

Para o especialista, os norte-americanos, tal como é hábito, acusam a Rússia de alegadamente violar esse tratado, o que é um pretexto para sair. "Na verdade, o acordo simplesmente é um estorvo, e eles seguirão seus próprios interesses e não os acordos internacionais".

"Será necessário vermos a que ponto isso irá influir sobre a nossa segurança, mas não nos devemos envolver na corrida. É preciso encontrar respostas simétricas, mas não nos comportarmos tal como o governo soviético, sem pânico", concluiu o especialista russo.

O Tratado INF foi assinado em 1987 pelo ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, e pelo então presidente norte-americano, Ronald Reagan, que concordaram em destruir todos os mísseis balísticos de lançamento do solo ou com alcance entre 500 e 5.500 km.

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