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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Análise: EUA 'ficam com mãos desatadas' ao se retirarem do tratado nuclear

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev disse que a retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) "é inadmissível". Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista russo Lev Klepatsky avaliou o posicionamento dos EUA sobre a questão.


Sputnik

A saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário seria um erro, declarou o ex-líder soviético, que assinou o tratado em 1987 com o presidente Reagan, acrescentando que as decisões atingidas no quadro do acordo se tornaram uma grande vitória naquele tempo.

Bandeira dos Estados Unidos da América
© Foto : Pixabay

Ele sublinhou que "este assunto tem sido adiado, o processo de eliminação das armas nucleares parou", mas, em vez de continuar a apoiar o desarmamento, os políticos tomam tais decisões.

Em 20 de outubro, Donald Trump declarou a intenção dos EUA de se retirar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, explicando-a com alegadas violações da parte russa das condições do acordo.

O assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, apoia a ideia. Nesta segunda-feira (22), ele terá um encontro com o chanceler russo Sergei Lavrov. No decorrer da sua visita a Moscou, ele se encontrará também com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo o porta-voz do presidente russo, Putin e Bolton discutirão, evidentemente, a questão de mísseis de curto e médio alcance, sendo necessário obter algumas explicações da parte norte-americana.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor Lev Klepatsky, da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, avaliou a posição da parte norte-americana sobre o assunto.

"Se retirando desse acordo, os EUA ficam com as mãos desatadas. Eles estão revisando os planos de armamento das Forças Armadas. Uma vez que esse tratado impede o programa, então eles o abandonam. É uma lógica simples. Não são assuntos políticos, são assuntos de rearmamento das Forças Armadas", comentou Lev Klepatsky.

Para o especialista, os norte-americanos, tal como é hábito, acusam a Rússia de alegadamente violar esse tratado, o que é um pretexto para sair. "Na verdade, o acordo simplesmente é um estorvo, e eles seguirão seus próprios interesses e não os acordos internacionais".

"Será necessário vermos a que ponto isso irá influir sobre a nossa segurança, mas não nos devemos envolver na corrida. É preciso encontrar respostas simétricas, mas não nos comportarmos tal como o governo soviético, sem pânico", concluiu o especialista russo.

O Tratado INF foi assinado em 1987 pelo ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, e pelo então presidente norte-americano, Ronald Reagan, que concordaram em destruir todos os mísseis balísticos de lançamento do solo ou com alcance entre 500 e 5.500 km.

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