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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Chanceler saudita reclama de histeria internacional após morte de Khashoggi

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, se queixou neste sábado que a resposta internacional pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, cometido há três semanas no consulado saudita em Istambul (Turquia), tem sido "histérica".


EFE

"A questão se tornou histérica. As pessoas estão culpando a Arábia Saudita antes de completar a investigação", disse Al-Jubeir, durante discurso no fórum Diálogo Manama, organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Bahrein.

Foto de arquivo do ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir. EFE/EPA/AHMED YOSRI
Foto de arquivo do ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir. EFE/EPA/AHMED YOSRI

O chanceler saudita reiterou que seu país deixou "muito claro" que investigará o caso, que compartilhará os resultados das investigações e punirá os responsáveis "para assegurar que isto não aconteça novamente".

O Ministério Público da Arábia Saudita reconheceu, na última quinta-feira, que a morte de Khashoggi, ocorrida no dia 2 deste mês, foi um assassinato premeditado.

A Turquia pediu que a Arábia Saudita providencie a extradição dos 18 suspeitos do assassinato, para que sejam julgados pelos tribunais turcos.

No mesmo evento que Adel al-Jubeir, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou hoje que o assassinato de Khashoggi "mina a segurança regional".

"O assassinato de Khashoggi deve preocupar a todos. O fracasso que qualquer nação em aderir às normas internacionais e do Estado de Direito mina a estabilidade regional em um momento em que é necessário", disse Mattis, em seu discurso.

Apesar das suas declarações sobre Khashoggi, Mattis reiterou o compromisso de seu país com seus aliados árabes contra o Irã, a quem acusou de apoiar a Al Qaeda, além de armar outros grupos terroristas e de ameaçar a segurança marítima.

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