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Pentágono se diz pronto para admitir ter muitos 'criminosos' nas suas tropas

Depois que uma série de terríveis desastres de relações públicas que expôs soldados de elite dos EUA sendo presos por posse de drogas, abuso, estupro e assassinato, o Pentágono está reprimindo questões disciplinares em seu Comando de Operações Especiais, segundo um novo relatório.
Sputnik

Com "alegações de falta grave" acumulando-se altas demais para serem ignoradas após duas décadas de guerra, o general Raymond "Tony" Thomas, chefe do Comando de Operações Especiais, e Owen West, chefe de Operações Especiais e Conflito de Baixa Intensidade do Pentágono, esboçaram um ambicioso plano de 90 dias para descobrir como o corpo de elite militar se perdeu.


O primeiro de seu tipo, a avaliação profissional pretende "rever e reforçar os padrões éticos e de conduta", segundo documentos adquiridos pelo jornal The Washington Times.

"O primeiro passo em qualquer programa de tratamento é admitir que você tem um problema", disse uma autoridade do Comando de Operações…

Como as mulheres soviéticas que dirigiam tanques tocaram terror nos nazistas

Das mais de 800 mil soviéticas que lutaram na Segunda Guerra Mundial, poucas assumiram a direção de tanques. Mas, apesar da desconfiança e falta de respeito dos companheiros do sexo masculino, essas mulheres obtiveram conquistas expressivas.


Boris Egorov | Russia Beyond

Não era um trabalho fácil dirigir um tanque durante a Segunda Guerra Mundial. Ao contrário dos modelos modernos, os tanques daqueles dias exigiam grande esforço físico e alta concentração dos motoristas. Isso não era fácil para homens; por isso, a ideia de colocar mulheres como motoristas de tanques parecia totalmente absurda.

Maria Oktiabrskaia | Reprodução

No entanto, superando preconceitos e todos os obstáculos em seu caminho (literalmente), algumas mulheres soviéticas conseguiram o direito de lutar em equipes de tanques no campo de batalha. Além disso, muitas delas foram agraciadas com o prêmio de Herói da União Soviética e outras condecorações importantes.

Doce vingança

Quando seu marido foi morto em ação no início da Grande Guerra Patriótica (período de participação russa na Segunda Guerra), a telefonista Maria Oktiabrskaia decidiu que deveria se juntar ao Exército e vingar sua morte. Mas, na seção de recrutamento, seu pedido foi negado: Maria, com 36 anos, era “velha e tinha problemas de saúde”.

Ainda assim, Oktiabrskaia não estava disposta a recuar. Ela vendeu todas as suas posses para doar para a construção de um tanque T-34 e até mesmo escreveu pessoalmente a Stálin pedindo ao líder soviético que lhe desse a oportunidade de lutar no tanque que ajudou a construir. Para surpresa de todos, Stalin aprovou o pedido.

Em outubro de 1943, após um programa de treinamento de cinco meses, Maria se juntou ao Exército Soviético como motorista de tanque a bordo de um veículo nomeado “Namorada Decidida”, tornando-se a primeira mulher soviética no processo.

Oktiabrskaia recebeu o controle do tanque de comando que nunca tinha participado de combate, mas recusou categoricamente. Entre seus sucessos e mortes, estiveram várias metralhadoras, uma arma de artilharia, e mais de 70 soldados inimigos. “Eu estou golpeando os bastardos. Eles me fazem ver vermelho”, escreveu para sua irmã.

No entanto, a carreira de combate de Maria logo chegou ao fim. Em 18 de janeiro de 1944, foi ferida por um estilhaço e morreu meses depois no hospital.

De Stalingrado a Kiev

Durante toda a sua vida, Ekaterina Petliuk havia sonhado em se tornar piloto e voar pelos céus afora. Mas, quando a guerra eclodiu, decidiu ser motorista de tanque. “Em um tanque, eu perseguirei os alemães fora da Ucrânia bem mais rápido”, dizia.

Ekaterina Petliuk | Arquivo Estatal da Região de Omsk

O tanque leve T-60 “Maliutka” (Pequenino), de Petliuk, produzido com as doações de crianças da cidade siberiana de Omsk, tornou-se famoso mais tarde.

Ekaterina Petliuk não só entregou munição e buscou feridos do campo de batalha, mas também envolveu-se em combate real. Também conseguiu destruir muitas fortificações, soldados e carros blindados nas batalhas por Stalingrado e Ucrânia.

Certa vez, Ekaterina salvou a vida de vários oficiais que transportava em seu tanque. Durante a noite, ela notou um campo minado e parou o veículo a três metros das minas. Muitos anos depois, o capitão Lepetchin relembrou: “Quando me disseram que o tanque seria dirigido por uma mulher, fiquei com medo. Eu pensei que, talvez, seria melhor ir andando... Mas como ela conseguiu sentir o campo minado?”.

Questionada sobre isso, Ekaterina jamais conseguiu dar uma resposta adequada.

“Não há caminho de volta para nós!”

A oficial de ligação Aleksandra Samusenko não apenas comandava um tanque T-34, mas era a única vice-comandante mulher do batalhão de tanques.

Aleksandra Samusenko | Reprodução

Alexandra tinha 19 anos quando a guerra começou. Por vários anos, participou de confrontos em diferentes frentes de batalha, foi ferida três vezes e teve que abandonar duas vezes seu tanque em chamas.

Durante a Batalha de Kursk, seu veículo enfrentou três tanques Tiger. Apesar de sua velocidade e manobrabilidade, o T-34 não era páreo para os modelos alemães. A tripulação começou a entrar em pânico. No entanto, Aleksandra acalmou-os com a voz categórica e sangue frio, dizendo: “Não há caminho de volta para nós!”.

O primeiro Tiger foi tirado de jogo imediatamente. O confronto com os outros dois durou horas, mas o tanque soviético saiu com sucesso do campo de batalha.

Aleksandra, porém, nunca viu o fim da guerra. Ela foi morta em ação no noroeste da Polônia, a apenas 70 quilômetros de Berlim.

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