Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Defesa russa expõe morte maciça por armas biológicas em experimentos do Pentágono

Os EUA difundiram um grande programa biológico-militar nos territórios dos países contíguos à Rússia, comunicou nesta quinta-feira (4), em briefing no Ministério da Defesa russo, o comandante das Forças de Proteção Nuclear, Biológica e Química, major-general Igor Kirillov.


Sputnik

De acordo com ele, especialistas do ministério analisaram materiais publicados pelo ex-ministro de Segurança Pública da Geórgia, Igor Giorgadze, sobre a atividade dos EUA no Centro de Saúde Pública Richard Lugar, situado no povoado georgiano Alekseevka.

Especialistas em armas químicas e biológicas
© AFP 2018/ Daniel PIRIS

"O Centro de [Saúde Pública Richard] lugar é apenas um pequeno elemento do grande programa biológico-militar dos EUA. A operação ativa está difundida no território dos países contíguos à Rússia, onde também funcionam laboratórios controlados pelo Pentágono. A reconstrução dos prédios laboratoriais continua em curso no território da Ucrânia, Azerbaijão e Uzbequistão", assinalou.

Kirilov apontou que os EUA vêm afirmando que não estão elaborando armas biológicas no Centro de Saúde Pública Richard Lugar.

"No entanto, os documentos apresentados por Igor Giorgadze desmentem as declarações norte-americanas e confirmam as preocupações em relação à atividade ilegal dos EUA no território da Geórgia, inclusive tentando contornar vários termos da Convenção sobre as Armas Biológicas", reforçou.

Igor Kirillov trouxe à tona também relatórios sobre uso de cidadãos georgianos para testar remédio Sovaldi, da empresa norte-americana Gilead Sciences.

"Conforme os documentos apresentados, os testes resultaram na morte maciça de pacientes. E mesmo com a morte de 24 pessoas somente em dezembro de 2015, os testes clínicos continuaram sendo realizados, o que contradiz os padrões internacionais e a vontade dos pacientes, levando à morte de mais 49 pessoas", indicou.

De acordo com o comandante, nem mesmo em épocas de forte epidemia não morreu tanta gente assim nos hospitais.

Kirillov concluiu que muito provavelmente "os EUA efetuam tais atividades contornando acordos internacionais", e continuam elaborando às escondidas seu potencial biológico-militar.

"Isso se encaixa na concepção de guerra sem contato realizada pelos EUA. É demonstrada a possibilidade de equipamento de cápsulas com substâncias venenosas, radioativas, narcóticas, bem como com agentes infecciosos. Estas munições não fazem parte das armas convencionais de guerra humanitária", ressaltou.

Anteriormente, o ex-ministro de Segurança Pública da Geórgia, Igor Giorgadze, no decorrer de uma coletiva de imprensa em Moscou, afirmou que apelou para que o presidente dos EUA, Donald Trump, investigasse a atividade do centro Richard Lugar onde, de acordo com ele, estariam sendo realizados testes letais em pessoas. Giorgadze citou a morte de 30 pessoas, que teriam falecido em dezembro de 2015 ao serem tratadas com hepatite C no referido laboratório.

Além disso, segundo ele, em abril e agosto de 2016, morreram, respectivamente, 30 e 13 pessoas, que tiveram como motivo de morte escrito "desconhecido" em suas declarações de óbito. Nem mesmo os nomes dos mortos foram indicados, somente data de nascimento e sexo.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas