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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Estados Unidos ameaçam atacar Rússia caso país use novo míssil

Embaixadora afirma que ataque para proteger ‘países aliados’ ocorrerá se russos colocarem em operação sistema de mísseis balísticos proibido


Forças Terrestres

BRUXELAS – Os Estados Unidos ameaçaram nesta terça-feira, 2, usar a força militar contra a Rússia caso Moscou coloque em funcionamento um novo modelo de míssil com capacidade de carregar ogivas nucleares.

3M14e (no alto) e 9M728
3M14e Klub (no alto) e Novator 9M729 

A ameaça foi feita pela embaixadora americana junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Se o sistema ficar operacional, os EUA vão examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países aliados”, disse Kay Bailey Hutchinson.

Ela se referia a um novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela Rússia, o 9M729. O governo americano afirma que a arma fere o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty – INF), de 1987, que baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km.

O míssil anunciado no ano passado por Vladimir Putin viaja a velocidades subsônicas e de forma “inteligente”, desviando de obstáculos e muito próximo do solo, o que o torna difícil de ser detectado por defesas inimigas.

“Eles estão construindo um míssil balístico de médio alcance, violando o acordo INF. É um fato que nós já provamos. Há anos estamos tentando avisar a Rússia que sabemos que eles estão fazendo isso. Mostramos as provas”, afirmou a embaixadora.

A Rússia, que sempre negou que seu míssil viole o acordo de 1987, não fez nenhum comentário sobre a fala da embaixadora. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança considera que o governo do presidente Putin não deu garantias de que seu novo míssil não tem essa capacidade.

Analistas afirmaram que o endurecimento do discurso dos EUA é uma tentativa de pressionar Moscou a não usar os mísseis, e reaproximar o governo de Donald Trump da Otan, entidade que o presidente americano critica com veemência.

Exercícios Militares da Otan

Ainda na terça-feira, 2, a Otan confirmou que realizará suas maiores manobras militares desde a Guerra Fria no fim de outubro. O Exercício Trident Juncture 18 mobilizará 45 mil soldados e será realizado na Noruega, país que faz fronteira com a Rússia. “Este é um dos nossos maiores exercícios em muitos anos. Incluirá 45 mil participantes de 31 países aliados e sócios, cerca de 150 aviões, 60 navios e mais de 10 mil veículos”, afirmou o secretário-geral da Otan.

A Noruega tem uma fronteira terrestre de 196 km com a Rússia, e a Frota do Norte da Rússia tem sua base principal em Severomorsk, a cerca de 100 km da fronteira com a Noruega.

Desde o início do conflito na Ucrânia e a anexação da Crimeia pelo governo de Moscou, em março de 2014, os aliados da Otan reforçaram sua presença no Leste Europeu, especialmente nos países bálticos, que fazem fronteira com a Rússia.

FONTE: Estadão/AFP, REUTERS e EFE

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