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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Estaria Alemanha tomando liderança naval no Báltico para conter a Rússia na região?

A União Europeia está realizando um grande exercício naval no mar Báltico, onde a Alemanha está liderando as ações. O pretexto utilizado para os exercícios seria se preparar para a contenção da Rússia.


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Para isso, a União Europeia estaria elevando a capacidade de suas Marinhas e quem vem se destacando na liderança entre países europeus é a Alemanha. Segundo a Reuters, alemães estão liderando os exercícios navais na costa finlandesa que contam com participação de 3.600 marinheiros e soldados, além de 40 navios e 30 aeronaves dos países participantes.


Submarino U31 da Marinha Alemã no mar Báltico, 7 de fevereiro de 2005
Submarino U31 da Marinha da Alemanha © AP Photo / HERIBERT PROEPPER

Expressando isso, o capitão da fragata Hamburg, Sven Beck, declarou que "o mar Báltico é nossa porta da frente, então nós e nossos vizinhos obviamente queremos ser capazes de nos movimentarmos livremente nas linhas do mar".

A Rússia já afirmou que não há qualquer tipo de ameaça direcionada a países europeus, porém, o problema em torno dessa situação seria a instalação de sistemas de mísseis dos EUA que estão sendo reestruturados para novos lançamentos de mísseis nas proximidades da mesma região onde a Rússia havia instalado seus sistemas de mísseis Iskander-M, em 2013.

Além disso, especialistas militares acreditam que em um eventual conflito, a Rússia poderia bloquear o mar Báltico, eliminando as linhas de comércio e dificultando o transporte de um apoio naval por parte da Europa Ocidental.

Diante da situação, a União Europeia decidiu realizar exercícios militares, onde praticarão a remoção de minas, além de procedimentos de escolta para navio de transporte e simulação de combate.

Já a Alemanha vem tentando assumir a liderança naval na Europa desde que a Crimeia foi anexada à Rússia. E o país está conseguindo se posicionar como líder após a Segunda Guerra Mundial. O fato é confirmado pela ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, ao declarar que a Alemanha deve "ter maior responsabilidade na região".

Segundo o capitão Beck, "nós não temos uma grande Marinha, mas temos uma forte relação com os países bálticos. Então, nós estamos felizes por assumir a responsabilidade".

Em grande parte da Guerra Fria e nas décadas seguintes, Estados Unidos assumiram um papel de liderança na OTAN, ao se responsabilizarem pela segurança da Europa contra a Rússia. Entretanto, o presidente norte-americano acredita que a Europa deva aprender a se defender sozinha, abrindo mais um caminho para a liderança alemã na região.

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