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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Estaria Alemanha tomando liderança naval no Báltico para conter a Rússia na região?

A União Europeia está realizando um grande exercício naval no mar Báltico, onde a Alemanha está liderando as ações. O pretexto utilizado para os exercícios seria se preparar para a contenção da Rússia.


Sputnik

Para isso, a União Europeia estaria elevando a capacidade de suas Marinhas e quem vem se destacando na liderança entre países europeus é a Alemanha. Segundo a Reuters, alemães estão liderando os exercícios navais na costa finlandesa que contam com participação de 3.600 marinheiros e soldados, além de 40 navios e 30 aeronaves dos países participantes.


Submarino U31 da Marinha Alemã no mar Báltico, 7 de fevereiro de 2005
Submarino U31 da Marinha da Alemanha © AP Photo / HERIBERT PROEPPER

Expressando isso, o capitão da fragata Hamburg, Sven Beck, declarou que "o mar Báltico é nossa porta da frente, então nós e nossos vizinhos obviamente queremos ser capazes de nos movimentarmos livremente nas linhas do mar".

A Rússia já afirmou que não há qualquer tipo de ameaça direcionada a países europeus, porém, o problema em torno dessa situação seria a instalação de sistemas de mísseis dos EUA que estão sendo reestruturados para novos lançamentos de mísseis nas proximidades da mesma região onde a Rússia havia instalado seus sistemas de mísseis Iskander-M, em 2013.

Além disso, especialistas militares acreditam que em um eventual conflito, a Rússia poderia bloquear o mar Báltico, eliminando as linhas de comércio e dificultando o transporte de um apoio naval por parte da Europa Ocidental.

Diante da situação, a União Europeia decidiu realizar exercícios militares, onde praticarão a remoção de minas, além de procedimentos de escolta para navio de transporte e simulação de combate.

Já a Alemanha vem tentando assumir a liderança naval na Europa desde que a Crimeia foi anexada à Rússia. E o país está conseguindo se posicionar como líder após a Segunda Guerra Mundial. O fato é confirmado pela ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, ao declarar que a Alemanha deve "ter maior responsabilidade na região".

Segundo o capitão Beck, "nós não temos uma grande Marinha, mas temos uma forte relação com os países bálticos. Então, nós estamos felizes por assumir a responsabilidade".

Em grande parte da Guerra Fria e nas décadas seguintes, Estados Unidos assumiram um papel de liderança na OTAN, ao se responsabilizarem pela segurança da Europa contra a Rússia. Entretanto, o presidente norte-americano acredita que a Europa deva aprender a se defender sozinha, abrindo mais um caminho para a liderança alemã na região.

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