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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA não descartam destruição de supostos mísseis de cruzeiro da Rússia se necessário

De acordo com a embaixadora dos EUA na OTAN, Kay Bailey Hutchison, a Rússia deveria deixar de desenvolver sistema de mísseis de cruzeiro banido ou os EUA procurarão destruí-lo antes mesmo de se tornar operacional.


Sputnik

Os Estados Unidos acreditam que a Rússia esteja desenvolvendo um sistema de baseamento terrestre capaz de lançar ataque nuclear de última hora contra a Europa, violando, assim, um acordo da Guerra Fria, entretanto, Moscou nega estar violando.

Embaixadora dos EUA na OTAN, Kay Bailey Hutchison
Embaixadora dos EUA na OTAN, Kay Bailey Hutchison | CC BY 2.0 / Chairman of the Joint Chiefs of Staff / 180115-D-PB383-005

A embaixadora americana na OTAN afirma que os EUA visam solução diplomática, mas não descartam ataque militar se a Rússia continuar desenvolvendo sistema de médio alcance, enfatizando que "nesse momento, nós estaríamos analisando a possibilidade de eliminar míssil [russo] que possa atingir qualquer um dos nossos países", conforme artigo publicado pela Reuters.

A chancelaria russa não comentou o caso, entretanto, afirmou anteriormente que a Rússia estaria pronta para conversar com os EUA, visando preservar o acordo e cumprir suas obrigações se os EUA fizessem o mesmo. Vale ressaltar que o acordo nuclear foi firmado em 1987 para garantir a segurança da Europa e do Alasca, já que os mísseis russos de médio alcance seriam capazes de atingir ambas as regiões.

Já o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, afirma que discutirá o assunto entre as contrapartes da OTAN em um encontro que terá uma duração de dois dias e ocorrerá em Bruxelas, deixando claro que ele "não pode informar onde o encontro ocorrerá, por se tratar de uma decisão do presidente, mas garante que há muito que discutir sobre essa situação com os aliados e que após o encontro saberá os próximos passos".

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