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Irã desloca sistema russo de defesa S-300 para a costa do golfo Pérsico (VÍDEO)

Uma coluna de caminhões iranianos transportando vários sistemas anti-aéreos russos S-300 Favorit para a costa do golfo Pérsico foi capturada em vídeo por um motorista e postada no YouTube.
Sputnik

O vídeo mostra como caminhões transportam partes dos sistemas antiaéreos e coincide com a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã com o envio de um grupo de combate naval dos EUA para a costa iranianas, relata Alarabiya.


Segundo o jornal russo Rossiyiskaya Gazeta, o envio dessas unidades do S-300 para a costa persa responde à crescente presença militar e naval dos Estados Unidos. O artigo também explica que as unidades não viajam sozinhas por via terrestre e fazem isso em caminhões para preservar sua vida útil e garantir a segurança durante a viagem.

Em 13 de maio, o comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, Amir Ali Hajizadé, assegurou que o país persa estava pronto para atacar os Estados Unidos devido à presença do referido grupo naval na região.

Hajizadé…

EUA remodelam bombas e garantem 20 anos de dissuasão nuclear

O Pentágono acaba de completar a remodelagem de suas bombas atômicas B61, ligadas à substituição de seu atual arsenal, que conta com artefatos com meio século de idade, com o objetivo de assegurar mais 20 anos de paz nuclear através de sua emblemática política de dissuasão.


EBC | DefesaNet

"O Programa de Extensão da Vida Útil B61-12 servirá para restaurar, renovar e substituir todos os componentes nucleares e não nucleares da bomba para aumentar sua funcionalidade durante pelo menos 20 anos", anunciou recentemente a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês) em comunicado.


O Pentágono garante desta maneira duas décadas mais de vigência de uma das três bases da chamada "Tríade Nuclear", ação com a qual os EUA pretendem dissuadir qualquer agressão ou ameaça, que seriam respondidas com um ataque atômico capaz de varrer do mapa qualquer nação inimiga.

A "tríade" faz referência aos três elementos de dissuasão que as Forças Armadas americanas possuem: os mísseis balísticos intercontinentais, os submarinos nucleares e os caças-bombardeiros estratégicos.

Mísseis

O Departamento de Defesa considera que os mísseis são a parte mais visível de sua estratégia, enquanto seus 14 submarinos desse tipo representam uma ameaça sigilosa.

No entanto, a flexibilidade é proporcionada pelos aviões estratégicos, principalmente os B-2 e os emblemáticos B-52, que serão os grandes beneficiados com as novas bombas atômicas.

O novo modelo de projétil tem 3,65 metros de comprimento, pesa cerca de 375 quilos e terá uma potência estimada de 50 quilotons.

Quanto a seu modo de uso, a B61-12 continuará sendo uma bomba gravitacional ou de queda teleguiada que, portanto, poderá continuar sendo usada pelos caças-bombardeiros nucleares B-2 e por outros aviões multisserviço da frota da Força Aérea.

Apesar de os B-52 ficarem de fora desta primeira fase de uso das armas, sua ausência será compensada pelo fato de que, em um futuro, as novas bombas poderão ser usadas pelos aviões F-35 e B-21, ainda em desenvolvimento.

Além de suas características físicas, as autoridades destacaram que uma das principais melhorias incluídas no novo modelo de bomba é que ela "esconde tecnologias de alto risco", ou seja, que estão menos expostas a ingerências por parte do inimigo, ao mesmo tempo em que os custos de produção foram reduzidos.

Pesquisa

Esta nova arma é fruto de um longo trabalho de pesquisa que deu seus primeiros passos em julho de 2015, quando os primeiros testes foram feitos, e que oficialmente terminaram em setembro deste ano, quando se selou a aprovação final do novo projeto.

"O resultado é o testemunho da extraordinária dedicação e competência dos membros da comunidade de segurança nuclear que trabalharam em equipe para cumprir a missão", afirmou o diretor-adjunto da Administração para Aplicações Militares da NNSA, o general de brigada das Forças Aéreas Ronald Allen, ao informar sobre o novo modelo.

O Pentágono não escondeu, além disso, ter contado com apoio civil para o desenvolvimento de seu novo armamento.

O Laboratório Nacional de Los Álamos e os Laboratórios Nacionais de Sandia são os responsáveis por seus detonadores, assim como por alguns dispositivos eletrônicos criados especificamente para esta bomba.

Embora o governo americano não tenha divulgado o custo final do Programa de Extensão da Vida Útil B61-12, um relatório criado pela NNSA em 2016 previa um investimento de aproximadamente US$ 9,5 bilhões.

Se os prazos estabelecidos forem cumpridos, o Departamento de Defesa receberá a primeira parte de suas novas bombas ao longo de 2020 e, apenas cinco anos mais tarde, terá conseguido substituir todo seu arsenal obsoleto.

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