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Diretor de Projetos da Marinha do Brasil diz que Programa Tamandaré não será afetado por cortes no orçamento

Convidado para falar a empresários catarinenses durante a reunião do Comitê da Indústria da Defesa (Comdefesa), da Fiesc, o vice-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor de Projetos da Marinha do Brasil, garantiu na manhã desta quinta-feira que o bloqueio de verbas do governo federal não vai afetar o andamento do projeto de construção de quatro navios da Marinha em Itajaí.
Poder Naval

Ele confirmou que o recurso previsto para a empreitada, de R$ 2,5 bilhões, está contingenciado – mas acredita que isso será revertido no segundo semestre. – Esse projeto não tem volta. O Brasil e a Marinha precisam modernizar a frota – afirmou.

A Marinha foi a principal atingida pelo bloqueio de verbas no setor de Defesa, que soma R$ 13 bilhões. O recurso para as corvetas está com a Emgepron, empresa de projetos da Marinha que negocia os termos do contrato com o consórcio Águas Azuis, vencedor da concorrência pública para construção das embarcações.

O grupo tem entre as consorciadas a alemã Thys…

Exército dos EUA se prepara para atacar grandes cidades?

Os EUA apelam ao desenvolvimento de novas ideias e projetos criativos para substituir a tecnologia que o Pentágono considera não ser eficaz para derrotar um adversário de igual para igual em seu território.


Sputnik

Um documento propondo a formulação de todas as ideias tecnológicas possíveis ("tempestade de ideias") foi publicado no site de compras pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) do país, entidade onde a alta tecnologia militar norte-americana é forjada. A matéria da Sputnik aborda o assunto.


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Navegação e comunicação

O documento enfatiza a necessidade das forças dos EUA adquirirem tecnologias inovadoras que permitam ter superioridade tanto em conflitos de intensidade variável com exércitos regulares, como em combates com tropas irregulares, sem uma linha de frente claramente definida.

Segundo a conclusão de especialistas da DARPA, a experiência adquirida pelo Exército dos EUA no Iraque e no Afeganistão não foi suficiente para derrotar um rival que "supere os Estados Unidos no número de forças terrestres ou frota de equipamentos militares". Os países considerados pelo Pentágono como prováveis inimigos e que se inserem nesse critério são: a Coreia do Norte, China, Irã e Rússia.

A DARPA afirma que o calcanhar de Aquiles das Forças Armadas dos EUA é a falta de tecnologias confiáveis para a condução de operações de combate em grandes cidades com prédios altos e infraestrutura subterrânea desenvolvida.

O Sistema de Posicionamento Global GPS, sem o qual nenhuma operação importante do Pentágono é possível hoje, não funciona em todos os lugares. O mesmo se aplica às comunicações de rádio militares, cujas possibilidades em áreas densamente povoadas são seriamente limitadas pelos arranha-céus. Além disso, a comunicação no subsolo (estações e vias do metrô) é completamente inacessível.

"O sucesso de uma operação militar depende da comunicação segura e confiável e do posicionamento global em todos os níveis […] O nosso objetivo é conseguir fornecer informação precisa aos militares de uma forma extremamente rápida e segura", comunica o documento.

O prognóstico da DARPA é sucinto: o Pentágono precisa de tecnologias que não estejam ligadas ao GPS, resistentes à supressão e guerra eletrônicas.

Inteligência e vigilância

O documento destaca que as forças norte-americanas necessitam de colocar à disposição das tropas tecnologias que permitam a coleta e o processamento automatizado de informações para simplificar a compreensão da situação operacional. Estas tecnologias deverão permitir encontrar rapidamente respostas para as seguintes perguntas "quem, o quê, onde, quando e porquê", bem como receber informações sobre os alvos – sua natureza, armamento, localização e velocidade de movimentação. Segundo o documento, essas informações são extremamente importantes em ambientes urbanos onde o inimigo se mistura com os civis.

A DARPA está interessada em tecnologias originais de reconhecimento automático de alvos e novos algoritmos de processamento de informações. Por exemplo, para identificar militares armados inimigos em uma multidão de civis ou descobrir um ponto de tiro mascarado em um edifício residencial.

O documento enfatiza a necessidade de adaptação de tecnologias civis às necessidades do exército a fim de "desenvolver meios de vigilância baratos que possam ser facilmente adaptados a várias condições". Provavelmente, trata-se do uso de veículos aéreos não tripulados comerciais. Os drones de baixo custo, que facilmente podem ser adquiridos pela Internet ou em uma loja de eletrônicos, há muito tempo que são ativamente usados, por exemplo, pelas partes adversárias em Donbass para monitorar o inimigo e ajustar o fogo de artilharia.

Sistema de sistemas

A DARPA dá muita atenção ao chamado Sistema de Sistemas, uma rede global de alta velocidade que conecta todos os militares norte-americanos e aliados no campo de batalha, equipamento militar, aeronaves, veículos não tripulados, satélites e outros meios de reconhecimento e destruição. O operador dessa rede é capaz de mudar instantaneamente a configuração das forças de ataque, distribuir rapidamente as direções para um ataque ao longo das ruas da cidade. Os soldados de infantaria têm acesso a informações dos drones, e estes distribuem independentemente os alvos entre si.

"O Sistema de Sistemas deve ser facilmente configurado para que os aliados possam ser rapidamente conectados a uma única rede […] É necessário simplificar a coordenação das suas ações sem contar com diferenças culturais e linguísticas", informa o documento.

Em geral, as áreas da "tempestade de ideias" propostas pela DARPA mostram que, nas guerras futuras, os norte-americanos se orientarão para pequenas unidades armadas com tecnologia de ponta e vários drones ligeiros. Se essas unidades serão capazes de combater com sucesso em grandes cidades é uma questão em aberto.

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