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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

INF é 'salvaguarda da paz e segurança na Europa', diz Espanha

Por meio de sua chancelaria, a Espanha expressou sua preocupação com a intenção do presidente norte-americano Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (INF) com a Rússia, enfatizando que o tratado é crucial para a segurança euro-atlântica.


Sputnik

Trump disse no sábado (20) que Washington irá sair do INF e acusou a Rússia de violar seus termos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou as acusações, ressaltando que o desmantelamento do acordo forçaria a Rússia a tomar medidas para garantir sua segurança.


Bandeira da Espanha
© flickr.com/ steve_h

"Este tratado (…) é um dos pilares essenciais do sistema euro-atlântico de controle de armas e, como tal, é uma salvaguarda da paz e segurança na Europa", afirmou o ministério das Relações Exteriores da Espanha por meio de nota.

Peskov disse que a questão provavelmente será levantada em uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, que chegou a Moscou no domingo.

O marco do tratado de controle de armas foi assinado pelo ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev e pelo então presidente dos EUA Ronald Reagan em 1987. Os lados concordaram em destruir todos os mísseis balísticos lançados do solo ou que tenham alcance entre 500 a 5.500 quilômetros.

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