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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

'Inimigo da paz mundial': Evo Morales manda mensagem para Trump

O presidente boliviano, Evo Morales, chamou os Estudos Unidos de país inimigo da paz mundial depois de Trump ter dito querer sair de tratado nuclear histórico que EUA têm com a Rússia.


Sputnik

"Trump ameaça mandar suas tropas para a fronteira com o México, contra milhares de migrantes centro-americanos, depois de anunciar a saída dos EUA do tratado com a Rússia sobre forças nucleares de alcance intermediário. Assim EUA se constituem em inimigos da paz mundial e dos direitos humanos", twittou Morales.


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Evo Morales | Reprodução

Trump foi fortemente criticado pela decisão, que será submetida à aprovação do Congresso dos EUA, pelo ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, que assinou o tratado histórico com o então presidente norte-americano Ronald Reagan. O Kremlin chamou a jogada dos EUA de "perigosa".

Na terça-feira (23), o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, declarou que Washington ainda não tomou uma decisão final sobre a instalação de mísseis norte-americanos na Europa após o recente anúncio quanto ao Tratado INF.

"Estamos muito longe de qualquer decisão sobre esse tipo de pergunta", disse Bolton a repórteres em uma coletiva de imprensa, subsequente ao encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

"O problema é que agora há mísseis da Rússia, que violam INF, na Europa. A ameaça não é a saída americana do Tradado INF, a ameaça é que mísseis russos já estão instalados", acrescentou. "Em uma possibilidade conceptual de universalizar o tratado, sim, isso é algo que pensamos ainda em 2004, e alguns esforços foram empenhados para ver se seria possível estender o tratado […] mas todos falharam", disse Bolton.

Na semana passada, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos poderiam vir a se retirar do Tratado INF, porque Moscou estaria violando o acordo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, refutou as alegações de Trump e enfatizou que a Rússia seria forçada a tomar medidas para se proteger se os Estados Unidos começarem a desenvolver encoberta ou abertamente armas que são proibidas pelo acordo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou na segunda-feira (22) que Moscou decidirá posicionamento quanto à questão assim que os Estados Unidos fornecerem esclarecimentos oficiais sobre a decisão de Trump, reforçando que quaisquer ações de Washington nessa área serão revidadas.

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário foi assinado em 1987, entre o líder norte-americano, Ronald Reagan, e o líder soviético, Mikhail Gorbachev, prevendo a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, tanto nucleares como convencionais, com alcance correspondente a um intervalo entre 500 e 5.500 km.

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