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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Israel teria mesmo participado secretamente de manobras na Ucrânia?

No fim de setembro, a Rússia entregou sistemas de defesa antiaérea S-300PM à Síria. Apesar de estes ainda não terem sido usados em combate, têm atraído muita atenção da mídia internacional.


Sputnik

Na quarta-feira (10), um portal vietnamita informou que militares americanos e israelenses teriam visitado secretamente a Ucrânia para estudar sistemas análogos aos mísseis S-300 que estão em serviço das Forças Armadas da Ucrânia.

Caça F-15 da Força Aérea Israelense
F-15 Eagle israelense | CC BY-SA 2.0 / Embaixada dos EUA em Tel Aviv / DSC_0461

Em particular, a edição afirmou que nas manobras na Ucrânia participaram 18 caças F-15C Eagle, tripulados por pilotos israelenses. O objetivo seria estes conhecerem as capacidades dos S-300 e coletarem informação que as Forças de Defesa de Israel poderiam usar depois na Síria.

Porém, o colunista da Sputnik Andrei Kots explica por que as informações da mídia vietnamita parecem não corresponder à realidade.

Em primeiro lugar, o autor vietnamita Khang Minh ao informar sobre a suposta visita refere-se à mídia russa, mas, na verdade, nenhuma edição russa escreveu sobre isso.

Por sua parte, Kiev e Washington admitem que os F-15C foram deslocados à Ucrânia, mas esclarecem que as aeronaves chegaram ao país ainda em 6 de outubro para participarem das manobras Clear Sky 2018. Os treinamentos envolveram 8 países europeus, mas não Israel, acrescenta Kots.

Segundo, não está muito claro por que os militares escolheram caças F-15C, pois estes foram fabricados entre 1979 e 1989 e não são o melhor "adversário" para os sistemas S-300PM.

O analista destaca que o Exército de Israel possui apenas 17 caças do tipo F-15C e estes não são o modelo mais novo à sua disposição. Por exemplo, Israel poderia ter optado pelos F-35I, desenhados para superar os sistemas de defesa aérea.

Se tivermos em conta que os sistemas ucranianos de mísseis não podem se equiparar com os atuais sistemas russos, o sentido da suposta visita fica ainda menos claro.

O analista militar Milhail Khodartenok frisa que os S-300 da Ucrânia foram produzidos antes de 1991. Eram os primeiros modelos e, desde então, a arma foi alterada drasticamente na Rússia.

Ainda por cima, os pilotos israelenses não precisam sobrevoar o território ucraniano para testar os sistemas, já que um avião moderno é capaz de registrar as frequências que os armamentos utilizam mesmo sem entrar no seu raio de alcance.

Concluindo, o autor do artigo lembra que a Ucrânia não é o único país a possuir S-300, existem vários. Ainda por cima, os militares israelenses já tiveram a oportunidade de estudar as capacidades dos S-300 gregos durante as manobras conjuntas nos anos 1990.

"Afinal de contas, é pouco provável que os pilotos israelenses perdessem tempo a fazer uma reconstrução histórica com os S300PT e os F-15C", conclui Kots.

No início de outubro, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou que Moscou havia finalizado a entrega de 49 componentes dos sistemas de defesa antiaérea S-300 à Síria. Tal medida foi tomada após a derrubada acidental de um avião militar russo por baterias antiaéreas sírias. A aeronave alegadamente foi usada como escudo pela Força Aérea de Israel e o incidente provocou a morte de 15 militares que seguiam a bordo.

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