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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Israel teria mesmo participado secretamente de manobras na Ucrânia?

No fim de setembro, a Rússia entregou sistemas de defesa antiaérea S-300PM à Síria. Apesar de estes ainda não terem sido usados em combate, têm atraído muita atenção da mídia internacional.


Sputnik

Na quarta-feira (10), um portal vietnamita informou que militares americanos e israelenses teriam visitado secretamente a Ucrânia para estudar sistemas análogos aos mísseis S-300 que estão em serviço das Forças Armadas da Ucrânia.

Caça F-15 da Força Aérea Israelense
F-15 Eagle israelense | CC BY-SA 2.0 / Embaixada dos EUA em Tel Aviv / DSC_0461

Em particular, a edição afirmou que nas manobras na Ucrânia participaram 18 caças F-15C Eagle, tripulados por pilotos israelenses. O objetivo seria estes conhecerem as capacidades dos S-300 e coletarem informação que as Forças de Defesa de Israel poderiam usar depois na Síria.

Porém, o colunista da Sputnik Andrei Kots explica por que as informações da mídia vietnamita parecem não corresponder à realidade.

Em primeiro lugar, o autor vietnamita Khang Minh ao informar sobre a suposta visita refere-se à mídia russa, mas, na verdade, nenhuma edição russa escreveu sobre isso.

Por sua parte, Kiev e Washington admitem que os F-15C foram deslocados à Ucrânia, mas esclarecem que as aeronaves chegaram ao país ainda em 6 de outubro para participarem das manobras Clear Sky 2018. Os treinamentos envolveram 8 países europeus, mas não Israel, acrescenta Kots.

Segundo, não está muito claro por que os militares escolheram caças F-15C, pois estes foram fabricados entre 1979 e 1989 e não são o melhor "adversário" para os sistemas S-300PM.

O analista destaca que o Exército de Israel possui apenas 17 caças do tipo F-15C e estes não são o modelo mais novo à sua disposição. Por exemplo, Israel poderia ter optado pelos F-35I, desenhados para superar os sistemas de defesa aérea.

Se tivermos em conta que os sistemas ucranianos de mísseis não podem se equiparar com os atuais sistemas russos, o sentido da suposta visita fica ainda menos claro.

O analista militar Milhail Khodartenok frisa que os S-300 da Ucrânia foram produzidos antes de 1991. Eram os primeiros modelos e, desde então, a arma foi alterada drasticamente na Rússia.

Ainda por cima, os pilotos israelenses não precisam sobrevoar o território ucraniano para testar os sistemas, já que um avião moderno é capaz de registrar as frequências que os armamentos utilizam mesmo sem entrar no seu raio de alcance.

Concluindo, o autor do artigo lembra que a Ucrânia não é o único país a possuir S-300, existem vários. Ainda por cima, os militares israelenses já tiveram a oportunidade de estudar as capacidades dos S-300 gregos durante as manobras conjuntas nos anos 1990.

"Afinal de contas, é pouco provável que os pilotos israelenses perdessem tempo a fazer uma reconstrução histórica com os S300PT e os F-15C", conclui Kots.

No início de outubro, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou que Moscou havia finalizado a entrega de 49 componentes dos sistemas de defesa antiaérea S-300 à Síria. Tal medida foi tomada após a derrubada acidental de um avião militar russo por baterias antiaéreas sírias. A aeronave alegadamente foi usada como escudo pela Força Aérea de Israel e o incidente provocou a morte de 15 militares que seguiam a bordo.

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