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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

Kiev concentra armas pesadas perto da linha de contato

As Forças Armadas da Ucrânia estão concentrando armamento pesado perto da linha de contato em Donbass, declarou na quarta-feira (31) o representante oficial da Milícia Popular de Lugansk, Andrei Marochko.


Sputnik

"As Forças Armadas da Ucrânia continuam a posicionar armas pesadas perto da linha de contato, ignorando os Acordos de Minsk e os compromissos internacionais assumidos", informou o representante oficial da República Popular de Lugansk (RPL), Andrei Marochko.


Canhão antitanque MT-12 Rapira das Forças Armadas da Ucrânia
Canhão antitanque MT-12 Rapira da Ucrânia © AFP 2018 / Sergei Bobok

Ele explicou que, de acordo com os dados da Milícia Popular, na região do povoado de Novozvanovka, na zona de responsabilidade da 14ª brigada mecanizada das Forças Armadas da Ucrânia, foi detectada a presença de dois canhões antitanque Rapira de calibre 100 mm e três tanques T-64.

"A situação na zona de responsabilidade da Milícia Popular permanece tensa, mas controlada", disse Marochko.

Em 2014, as autoridades ucranianas iniciaram uma operação militar contra as repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk, que declararam sua independência depois do golpe do Estado que ocorreu na Ucrânia em 2014. Segundo as últimas estimativas da ONU, as ações militares em Donbass resultaram na morte de mais de 10 mil pessoas.

Em fevereiro de 2015, as partes em conflito assinaram os acordos de paz de Minsk para acabar com os combates na região, mas a situação permaneceu tensa, com as duas partes acusando-se mutuamente de violações do cessar-fogo.

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