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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Negociação entre Brasil e EUA envolve base militar, venda de armas e narcotráfico

Setor aeroespacial dos EUA perdeu contratos de US$ 5,4 bilhões com a FAB para renovar frota de caças, em disputa vencida pela Suécia


Roberto Godoy | O Estado de S.Paulo

A pauta de temas de Defesa em discussão entre os Estados Unidos e o Brasil é ampla. Passa pelo acordo para uso da base de lançamento de foguetes espaciais de Alcântara, no Maranhão, mergulha na segurança das reservas oceânicas de óleo do pré-sal e trata de coisas de caráter muito prático, como a repressão ao tráfico de drogas, de armas e de seres humanos nas amplas fronteiras nacionais – incluídos aí os acessos marítimos – além de treinamento de pessoal e ações bilaterais antiterrorismo.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional Foto: TV Globo/Reprodução

Os dois países mantêm acordos de cooperação militar desde o fim da 2.ª Guerra, há cerca de 73 anos. Os mecanismos resultam em operações como a recente transferência dos EUA, para os arsenais de artilharia de campanha do Exército brasileiro, de 128 obuses de 155 mm. Usados, os canhões serão modernizados. O primeiro lote de 96 unidades chegou em setembro. O segundo, com 32 peças, será entregue em janeiro. É uma operação rotineira. A administração de Donald Trump quer trabalhar com Jair Bolsonaro para expandir e sofisticar esse entendimento. Além de produtos finais, a indústria americana de equipamentos militares quer negociar sistemas digitais dedicados à Defesa e ao menos parte das tecnologias envolvidas.

Também gostaria de ter participação maior em programas de grande porte, como o da renovação da frota naval – entre os quatro grupos finalistas na escolha do consórcio que construirá quatro novas corvetas para a Marinha não há nenhuma empresa dos Estados Unidos. O valor do contrato é estimado em US$ 1,6 bilhão.

O setor aeroespacial dos EUA ainda não metabolizou bem a perda para a Suécia, em 2013, da encomenda de 36 supersônicos de superioridade aérea para renovação da frota da FAB, uma transação de US$ 5,4 bilhões. A escolha de parceiros franceses e chineses para atender aos programas de satélites também não foi bem assimilada. Jair Bolsonaro pode ser uma via para reverter o rumo dos negócios.

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